PROGRAMAÇÃO

TEATRO VILA VELHA ABRE INSCRIÇÕES PARA OFICINAS DE ARTES CÊNICAS

TEATRO VILA VELHA ABRE INSCRIÇÕES
PARA OFICINAS DE ARTES CÊNICAS



Já estão abertas as inscrições para seis Oficinas de Artes Cênicas do Teatro Vila Velha, que iniciam a partir de 25 de março, com turmas de, no máximo, quinze participantes. Os cursos têm duração media de três meses e podem ser feitos por atores, diretores, bailarinos e estudantes. Mas também por qualquer pessoa interessada em artes cênicas. Isso porque embora algumas delas sejam apenas para apenas para profissionais do palco, outras podem ser feitas por qualquer pessoa que se interesse pelas áreas de dança, história do teatro, dramaturgia ou teatro para iniciantes. Inscrições em www.sympla.com.br/teatrovilavelha.

O valor das oficinas pode ser parcelado em até 12 vezes.


OFICINAS DO 1º SEMESTRE DE 2019


Balé clássico avançado
Com Tiago Menegaz

De 25 de Março a 17 de junho
Toda segunda-feira das 14h às 15h30

O processo de aprimoramento da técnica de Balé Clássico na oficina, acontece pela utilização dos conceitos de Contexto, Metáfora e Memória, para demonstrar, no curso das aulas que bailarinas (os) podem utilizar o esforço corporal mediante demanda, assimilando um entendimento de corpo a partir da anatomia e obtendo movimentos concretos dentro das conformidades dos códigos e estruturas do balé clássico.

Público alvo: bailarinos ou estudantes de dança.

Investimento: três parcelas de R$ 150,00 ou uma parcela de R$ 400,00


Oficina de Dança Livre
Com Tiago Menegaz

De 27 de Março a 28 de junho
Quartas e sextas das 14h às 15h

Dança Livre é dança sem código, ou simplesmente “uma dança livre”. O objetivo é mover-se com o auxílio de metáforas para atingir um entendimento de corpo construído a partir do contexto que se estabelece a partir da memória.

Público alvo: bailarinos e não-bailarinos

Investimento: uma vez por semana: três parcelas de R$ 85,00 ou uma parcela de R$ 220,00// Duas vezes por semana: parcelas de R$ 150,00 ou uma parcela de R$ 400,00

Tiago Menegaz - Ex-balarino do Balé da cidade de São Paulo e do Balé Teatro Guaíra, duas importantes companhias de dança do Brasil, com projeção internacional, tiago já trabalhou com coreógrafos como Ohad Naharim, Sandro Borelli, Gagiki Smallian, Jorge Carcia, Mauro Bigonzete, Angelin Preljocage.


Oficina de teatro: O corpo e a cena
Com Bertho Filho

30 de março a 22 de junho
Sábados e domingos, das 15h às 18h

O objetivo da oficina é proporcionar ao ator o desenvolvimento de suas potencialidades, buscando autonomia e presença cênica, encontrando e ampliando ferramentas para tornar seu trabalho mais consistente e diversificado.

Público alvo: atores e estudantes de teatro e interessados (não atores)

Investimento : Três parcelas de R$250,00 ou uma de R$ 700,00

Bertho Filho - Ator, diretor teatral/UFBA, dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Com trabalhos em diversas produções baianas e nacionais, de cinema e de televisão. É diretor artístico do grupo de teatro DITIRAMBOS.
 

OFICINAS DA UNIVERSIDADE LIVRE DO TEATRO VILA VELHA

(estas oficinas são ministradas para os integrantes do projeto de formação profissional Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha, mas pessoas interessadas podem se inscrever e participar)

Oficina de teatro - Projeto Kcena: A democracia
Teatro do oprimido/teatro carnavalizado
Com Licko Turle e Miguel Campelo

04 de abril a 31 de maio
De quarta a sábado
Das 9h às 13h

A universidade LIVRE do Teatro Vila Velha vai fazer uma experiência única em Salvador pra falar de democracia: reunir as metodologias do Teatro do Oprimido de Augusto Boal e do Teatro carnavalizado de Amir Haddad. O tema da democracia foi proposto dentro projeto K-cena, projeto de intercambio entre países lusófonos. A Oficina servirá de ponto de partida para a construção de um espetáculo em Salvador.

A proposta da dupla é utilizar jogos diretivos e não-diretivos que conduzam os integrantes a um exercício de liberdade identificando e quebrando as estruturas espaciais de poder que estão tanto na arquitetura quanto nas nossas cabeças nos oprimem neste difícil momento da realidade política nacional. Ao final da oficina será produzido e apresentado um experimento cênico com base nos trabalhos desenvolvidos, nos dias 01 e 02 de junho.

 Licko Turle - Ator e diretor,começou sua carreira trabalhando com o também diretor Augusto Boal, paticipando da fundação do Centro de Teatro do Oprimido, em 1986. Doutor em Artes Cênicas, é professor da Unirio.

Público alvo: Qualquer pessoa a partir de 16 anos

Investimento: duas parcelas de R$ 350,00


Dramaturgia e história do teatro
Com Celso Junior

26 de março a 21 de maio de 2019
Toda terça das 10h30 às 13h

A proposta da é oferecer um painel dinâmico e ilustrado das principais manifestações dramatúrgicas e teatrais desde o seu início primitivo e consolidação na Grécia Antiga, até as vanguardas europeias da virada dos séculos 19 e 20. O enfoque é conhecer e reconhecer as características dos principais textos escritos para a cena nestes períodos, a arquitetura teatral, a cenografia e os elementos visuais de cada fase, e também as mudanças estéticas na atuação dos atores e a utilização do corpo, voz e máscaras. Além do teatro europeu, haverá um módulo dedicado especificamente ao teatro não-ocidental: Japão, China, Índia, Indonésia, mundo islâmico e também à África e à Diáspora africana.

Celso Jr. - Ator e diretor com mais de 60 espetáculos teatrais realizados, é Doutor em Artes Cênicas pela UFBA e professor do Núcleo de Teatro do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias da UFRB.

Público alvo: atores, diretores, estudantes de artes cênicas e público em geral.

Investimento: parcela única de R$300,00

Do fino véu ao céu da boca (Recital Erótico)
Com direção de Hebe Alves e coordenação artística de Thais Alves, o espetáculo faz mais uma curtíssima temporada no Cabaré dos Novos do Teatro Velha.
 
“Do Fino Véu ao Céu da Boca”, recital erótico que se debruça poeticamente sobre a sexualidade feminina, mistura humor, música e poesia, abrindo espaço para a participação do público. O elenco traz Bárbara Borgga, Edvana Carvalho, Lailane Dorea, Mirella Matos Sales e Thais Wagner. No palco, as seis artistas mergulham no universo de poemas da literatura erótica universal para criar cenas onde a palavra, o olhar e a música estabelecem a fina sintonia de um encontro entre amigas, onde a única proibição e recorrer ao lugar comum para abordar os temas propostos. 
 
O projeto “Do Fino Véu ao Céu da Boca” surgiu no início dos anos 2000 no saudoso Bar Quixabeira, reunindo um elenco de artistas que falavam sobre feminismo, empoderamento e liberdade sexual antes mesmo desses assuntos terem o destaque que conquistaram hoje. O retorno da montagem nasce do reencontro de amigas interessadas em voltar a criar a partir da reflexão sobre o sexo e as diferentes possibilidades de relações amorosas, com um novo olhar. O que permanece inalterado, além do nome do projeto, é o ponto de vista essencialmente feminino – e feminista – sobre o tema.
 
Na ultima edição do Vila Verão, o espetáculo aqueceu corações e corpos no Cabaré dos Novos em  janeiro. E agora volta para mais quatro apresentações, sendo duas deles a aprtir das dez da noite!
 
Ficha Técnica
Direção Artística: Hebe Alves
Coordenação Artística: Thais Alves
Roteiro: Thais Alves
Atrizes: Barbara Borgga, Edvana Carvalho, Lailane Dorea, Mirella Matos Sales e Thais Wagner

 

 
Do Fino Véu ao Céu da Boca - Recital de Poesias Eróticas
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Dias e horários: 08 e 09 de março às 20h ///15 e 16 de março, às 22h
Horário: 20h
Quanto: R$ 30,00 (inteira)/ R$ 15,00
À venda na bilheteria e no site www.teatrovilavelha.com.br
Por Que Hécuba

INDICADO AO PRÊMIO BRASKEM, O ESPETÁCULO POR QUE HÉCUBA RETORNA AO PALCO DO TEATRO VILA VELHA

Ambientada entre a cidade lendária de Tróia e a capital da Bahia, a trama da acontece simultaneamente na Grécia Antiga e no Carnaval de Salvador, instalando um lugar entre a festividade e a tragédia.

Hécuba, a rainha derrotada na lendária Guerra de Tróia, encarna muitas das dores do mundo de hoje, em que uma série de outras guerras cotidianas são desencadeadas pela intervenção dos novos deuses, que ocupam as diversas esferas do poder contemporâneo. A releitura do dramaturgo romeno Matéi Visniec encontra a montagem instigante do diretor baiano Marcio Meirelles. Por que Hécuba, que concorre ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias Espetáculo, Atriz (Chica Carelli) e direção (Marcio Meirelles), fica em cartaz de 14 a 24 de março com ingresso promocional até um dia antes da estreia (R$20 inteira e R$10, meia-entrada).

“Por Que Hécuba é uma peça sobre a violência, como ‘Hécuba’, de Eurípedes. Mas na minha peça o olhar vai além do sofrimento e da vingança. Eu quis empurrar Hécuba para a revolta. Eu quis que essa mulher fruto da mitologia grega interpelasse os deuses, e com isso os próprios fundamentos da nossa civilização”, explica Matéi Visniec. O dramaturgo propõe ainda um vôo sobre um humor triste. Para Visniec, a Tróia de nossos dias pode estar na Bósnia, na Chechênia, em Beirute, na Somália, na Síria ou em qualquer país repartido e assombrado pelo espectro da guerra civil.

E, claro, no Brasil atual, atravessado por tantas intransigências e violentos jogos de poder. Como acredita Márcio Meirelles, “estamos vivendo isto: uma sociedade que se divide e subdivide em classes, gêneros raças, crenças. Como se tudo e todos não pudessem conviver com o contraditório, com opiniões, ritos e ideologias diferentes”, acrescentando que o espetáculo discute o por quê de tanto ódio e de uma reação movida pelo ódio ao que foi construído socialmente. “Por que o que foi construído tem que ser destruído com tanto ódio?”, indaga.

A reposição de Por Que Hécuba, que já foi encenada pela universidade LIVRE do Teatro Vila Velha em 2014 e pela Companhia Teatro dos Novos em 2017, acontece nesse clima de incertezas. E repor é “restituir um sistema de signos, recolocar este sistema em cena num novo tempo com um novo elenco”. Diferente de uma remontagem, a encenação propõe novas leituras do texto, alteradas por este tempo, pelas particularidades do Brasil em que o texto se insere e pelo novo elenco.

Protagonizada pela atriz Chica Carelli – que também colaborou na tradução do texto feita por Vinícius Bustani – o espetáculo ganha corpo com o histórico grupo Teatro dos Novos, que conta ainda com a participação de atores e atrizes convidadas como Celso Jr., Grazielle Mascarenhas, Daniel Calibam, Caio Rodrigo, Wanderley Meira, Marcelo Jardim, Leo Sclark, e Yan Britto. Além deles, como parte do coro, participantes da universidade LIVRE do Teatro Vila Velha. Somando-se a eles a música composta em modos gregos turcos nordestinos e do rock’n’roll, por Aline Falcão.
 

POR QUE HÉCUBA – Teatro dos Novos, Universidade LIVRE e convidados
Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n - Passeio Público - Campo Grande, Salvador/BA.
De 14 a 24 de março, Quinta a sábado – 20h / Domingo – 19h
Ingressos: Até 13 de março, R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A partir de 14 de março R$ 30,00 (inteira) ou R$ 15,00 (meia)
À venda na bilheteria do Teatro e no site www.ingressorapido.com.br
16 ANOS

Terças Pretas

 

Neste ano de 2019 acontecem cinco edições do projeto mensal Terça Preta, capitaneado pelo Bando de Teatro Olodum. No Palco Principal e no Cabaré dos Novos acontecem espetáculos de teatro e de dança, além de música ao vivo e uma Feira Étnica com diversos artistas e afro-empreendedores expondo produções artesanais, moda e gastronomia.


A primeira Terça Preta acontece dia 02 de abril, às 19h.  As outras acontecem em  28/05, 30/06, 27/08, 02/09

Dias e horário: 02 de abril

Preço: R$ 20 e R$10

Velosidades

A encenação é fruto do projeto CAETANEAR,  um  potente território criativo artístico tendo como matriz a obra poético-musical de Caetano Veloso que tem sido desenvolvido em Salvador desde janeiro.

 
Junto ao espetáculo serão realizadas ações de mediação de plateia com escolas da rede pública e ações de acessibilidade com a interpretação em LIBRAS em sessões gratuitas especiais realizadas nos dias 4 e 11 de abril, às 14h.

O espetáculo é resultado de um processo de pesquisa, que envolve criação e experimentação de diversas formas expressivas cênico-cinematográficas, a partir do legado de Caetano Veloso nos seus mais de 50 anos de atividade artística.

Partindo da pesquisa e processamento sobre a vasta obra poético-musical de Caetano já foram desenvolvidas 3 diferentes versões cênicas de Velosidades. Essas três primeiras versões tiverem estética, enredos e dramaturgias diferenciadas.  A nova versão do espetáculo Velôsidades é uma co-produção Brasil – Espanha, envolvendo criadores dos dois países. Os atores–dançarinos Clara Garcia (ES), Claudio Machado (BR) e Fabio Vidal (BR) juntam-se aos cineastas performers Edson Bastos (BR) e Henrique  Filho (BR) em colaboração com o cineasta espanhol Alexis Borràs(ES) formam o núcleo de desenvolvimento dessa nova encenação. O espetáculo conta ainda com trilha sonora de Jarbas Bittencourt, figurino de Rino Carvalho, cenografia de Zuarte Junior e iluminação de Nando Zambia e Moisés Brito.

Dias e horário: 4 a 14/04

Preço: Até dia 03 de abril R$20 e R$ 10, depois R$30 e R$15

VIVADANÇA - Festival Internacional

13ª edição do festival de dança contemporânea que anualmente promove a apresentação de artistas e grupos locais, nacionais e internacionais.

Dias e horário: 16 a 29/04

Preço:  até dia 15/04 R$20 e R$ 10

A Última Virgem - Divina Comédia de Nelson Rodrigues

Baseado na peça Os Sete Gatinhos, A Última Virgem faz reestreia  no Tearto Vila Velha

Em A Última Virgem: divina comédia de Nelson Rodrigues, o núcleo familiar é formado por Noronha, baixo funcionário da câmara dos deputados, sua esposa - D. Aracy, chamada de ‘Gorda\' - e suas cinco filhas.

As quatro mais velhas não se casaram e se prostituem para dar à caçula – a última virgem - um casamento de princesa. A mais velha, Aurora, se prostitui nas horas vagas, e mantém um emprego numa repartição pública; Arlete tem nojo de homem e se refugia na homossexualidade como resposta à sua situação de mulher-objeto; Débora vive arranjando mulher pra homens idosos; e a silenciosa Hilda é médium espírita. Todas se concentraram até então no objetivo de dar à Silene um casamento grandioso.

Nos constantes choques entre a família e a dureza do mundo ocorrem explosões de sentimento, ora trágicos, ora patéticos. A montagem tem produção do grupo Teatro dos Novos e encenada pelo ator e diretor teatral Celso Jr.

A opção de utilizar o título “A última virgem: divina comédia de Nelson Rodrigues” para a montagem peça surgiu por se tratar de um título alternativo oferecido pelo próprio Nelson, diante das dificuldades de produção da peça, em São Paulo, no ano de 1969. Quem conta esta história com prazer é Jô Soares, que dirigiu a montagem. Como Nelson ainda era pouco conhecido em São Paulo, as pessoas associavam o título “Os Sete Gatinhos” a uma peça infantil. Então, Jô telefonou para Nelson pedindo uma sugestão de outro título menos infanto-juvenil. Segundo o humorista, o dramaturgo disse, após uma breve pausa, com sua profunda voz de barítono: “coloca A última virgem”. O subtítulo vem justamente da descrição que Nelson usou para caracterizar sua peça: Divina comédia.

Dias e horário: 02 a 26/05

Preço: até dia 01/05 R$20 e R$ 10, depois R$30 e R$15

Liquidificador de Mídias

(Coato Coletivo)

O Coato Coletivo materializa uma plataforma de pesquisa e experimentação em artes cênicas e tecnologia, que se estrutura a partir das colaborações de artistas do corpo, vídeo, professores da área de mídias, encenadores, texto, biologia, música experimental, psicologia e teatro. A ideia é que esses diversos campos dialoguem sobre o que pensam do real e as suas situações e elaborem luzes de perspectivas sobre as nossas experiências ditas ficcionais.

Projeto 3 e Pronto

 

Sete montagens de textos dramatúrgicos portugueses contemporâneos, dirigidas por baianos. Três semanas de ensaio e três semanas de apresentação. Sempre de segunda a quarta, no Cabaré dos Novos. Com atores da companhia Teatro dos Novos, integrantes da Universidade Livre e atores convidados.

Os autores são Tiago Correia, Ricardo Cabaça, Isabel Milhanas Machado, Carlos Alberto Machado, Pedro Eiras, Sabrina D Marques, Tiago Rodrigues. E os diretores são Fernanda Paquelet, Chica Carelli, Paula Lice, Hebe Alves, João Sanches, Celso Jr., e mais um diretor ainda não definido

Ainda está semana lançaremos o projeto completo e o link para venda no ingresso rápido

Coral - Uma etno(cena)grafia

a companhia ATeliê voadOR apresenta mais uma produção  para discutir os sistemas culturais que aprisionam os corpos, os desejos, as pessoas. . Inspirado pelo livro de Camilo Braz , “À meia luz...uma etnografia em clubes de sexo masculinos”, Djalma Thürler cria três histórias de práticas sexuais públicas que, de modo geral, costumam despertar forte carga de reprovação moral e repugnância estética.

CORAL: uma etno(cena)grafia é para ser visto em lugares no estilo Cabaret, porque foi concebido como um espetáculo de variedades e convida o espectador, em meio a uma ou duas cervejas, a percorrer e desvendar, pelo avesso, uma série de convenções sobre a masculinidade em um espetáculo de exibição, fetiche e prazer. As três cenas, em graus variados, materializam um imaginário de sacanagem secreta e silenciosa entre homens, mobilizando fantasias de domínio, opressão, violência e rendição.

CORAL: uma etno(cena)grafia é marcado por operações de escuta e pela constituição de uma câmara de ecos na qual ressoa uma multiplicidade de vozes e músicas cantadas e tocadas ao vivo por Roberta Dantas, Maira Lins e Tatiana Trad. Nele, o gosto pela aventura e pelo risco, ingredientes tão apreciados por aqueles que, instigados pelo desejo, perambulam pelo lado selvagem, sórdido e perigoso das cidades nos mostram que a criatividade da vida social invariavelmente ultrapassa o alcance de qualquer construção analítica.

Texto coral e direção: Djalma Thürler

Elenco: Duda Woyda, Rafael Medrado, Talis Castro

Direção Musical: Roberta Dantas

Banda Coral: Maira Lins, Roberta Dantas, Poliana Coelho.

Produção: Ateliê voadOR Companhia de Teatro

Texto e direção: Djalma Thürler

 

Os Demônios

O espetáculo Os Demônios retorna ao palco do Teatro Vila Velha em agosto e setembro


Inspirada no romance homônimo de Fiódor Dostoiésvki e com direção de Daniel Guerra, a montagem da Companhia Teatro dos Novos que estreou no Vila  em 2018, volta  este ano para mais uma temporada.
 
A encenação conta a história de um grupo de revolucionários na Rússia do final do século XIX, panorama que encontra correspondência no Brasil de hoje, ao expor uma série de contradições, intolerâncias e polaridades. A direção musical de Heitor Dantas explora as sonoridades e nuances vocais e corporais do elenco de 23 atores.

“A gente mantêm as referências da Rússia do século XIX, mas a nossa história é dos atores desse século, dessa pequena multidão que a gente conseguiu agregar”, conta o diretor Daniel Guerra.

O cenário móvel da arquiteta e artista plástica Amine Barbuda – também co-diretora – é formado por 40 biombos, que se espalham, recriam e transformam o espaço cênico. Manipulados pelos atuantes, tecem os encontros subversivos entre os comparsas, suas relações dúbias, em que coexistem amor e ódio, verdade e mentira. No diálogo com a cenografia, iluminação de Pedro Dultra Benevides se baseia no desenho dessa espacialidade e nos corpos dos atores. O texto é uma adaptação da dramaturga e atriz Bárbara Pessoa.

Espetáculo Os Demônios - Grupo Teatro dos Novos

Datas: em agosto 15 (estreia e única quinta-feira da temporada), 16, 17, 18 , 23, 24, 25, 30, 31. Setembro 01, 06, 07, 08

Horário: Quinta a sábado – 20h / Domingo – 19h

Classificação etária: 14 anos

Pavio

(Baobá Produções)

A Pávio é um feira de arte e negócios que promove negociação direta entre artistas, curadores e diretores de festivais de artes cênicas.

A Cena Tá Preta

(Bando de Teatro Olodum & convidados)

Promovido pelo Bando de Teatro Olodum e grupos parceiros, o Festival anual busca fortalecer, estimular e divulgar a criação artística que tenha como base a cultura afro-brasileira

Mal Invisível

(Cruéis Tentadores)

Mal Invisível

\'Mal Invisível’ faz parte de um estudo iniciado em 2002, na França, pelo pesquisador/encenador/ator Marcelo Sousa Brito, fundador do Coletivo Cruéis Tentadores. Mergulhado na obra ‘La supplication’, da autora bielorrussa Svetlana Alexievitch que trata do universo particular das pessoas vítimas de contaminação radioativa, mais especificamente em Chernobil, surgiu a inspiração para montagem de um espetáculo imagético, que tem como objetivo estimular o potencial dos intérpretes em uma produção física e de imagens, mas também, essencialmente, discutir a degradação silenciosa de pessoas em contato com diversos elementos violentos, presentes em nosso cotidiano. Um debate muito atual no Brasil, na Bahia e no nordeste ultimamente, que reunirá artistas que acreditam na Arte como instrumento de formação e transformação humanas.

Com esta montagem, o diretor baiano pretende lançar um olhar a respeito de nossas dependências, do enfrentamento às questões futuras desta sociedade em constante alerta ambiental e civil, em constante inibição. O silêncio presente, as atitudes e sensações conhecidas. O homem autor e refém de sua ciência. O jogo e o debate com o termo “mal”, visa também promover uma reflexão além da sensação cartesiana de vítimas e algozes, aproximar o público de uma tomada de decisão quanto a ações simples que podem ser realizadas no cotidiano de sua convivência.

O trabalho é definido “como uma obra de arte que irá se mexer”. As cinco vítimas (personagem da encenação) que são vigiados a todo tempo por um cientista estarão expostos como esculturas que terão movimentos e diálogos entre si, o universo explorado será de contenção, discussão, reflexão e explosão. Cada personagem trará um momento de fragilidade diante de um grau de exposição. Esses corpos-vítimas viajarão por espaços diversos, a fim de serem vistos pelos visitantes. Como vive, o que sente alguém que foi afastado do seu cotidiano, das pessoas que ama, para ser estudado pelo outro, pela ciência e pela arte como objeto? As personagens/obras contraíram um mal que ainda intriga a todos: uma radiação inexplicável e invisível.

Ficha técnica:

Mal invisível

Texto, direção: Marcelo Sousa Brito

Elenco:

Márcia Andrade

Paulo Paiva

Irema Santos

Nilson Rocha

Marcelo Sousa Brito

A Tempestade

(Teatro dos Novos)

A Tempestade

Em novembro, a Companhia Teatro dos Novos,  estreia  A Tempestade, montagem do clássico de Shakespeare que conta  a história de traição e vingança de Próspero, o duque de Milão, afastado do poder por seu irmão e  refugiado em Ilha  habitada por seres mágicos. Próspero atrai para seu reino mágico aqueles que o traíram. A direção é de Marcio Meirelles.

Meia-Entrada para Estudantes

ESTUDANTES E A MEIA ENTRADA


Entenda o que determina a lei brasileira sobre o direito à da meia entrada para estudantes com a transcrição do artigo 1º da lei 12.933/13.

LEI Nº 12.933, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013.
 
Dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artístico-culturais e esportivos, e revoga a Medida Provisória no 2.208, de 17 de agosto de 2001.
 
 Art. 1o  É assegurado aos estudantes o acesso a salas de cinema, cineclubes, teatros, espetáculos musicais e circenses e eventos educativos, esportivos, de lazer e de entretenimento, em todo o território nacional, promovidos por quaisquer entidades e realizados em estabelecimentos públicos ou particulares, mediante pagamento da metade do preço do ingresso efetivamente cobrado do público em geral.
 § 1o  O benefício previsto no caput não será cumulativo com quaisquer outras promoções e convênios e, também, não se aplica ao valor dos serviços adicionais eventualmente oferecidos em camarotes, áreas e cadeiras especiais.
 § 2o  Terão direito ao benefício os estudantes regularmente matriculados nos níveis e modalidades de educação e ensino previstos no Título V da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que comprovem sua condição de discente, mediante a apresentação, no momento da aquisição do ingresso e na portaria do local de realização do evento, da Carteira de Identificação Estudantil (CIE), emitida pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), pelas entidades estaduais e municipais filiadas àquelas, pelos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e pelos Centros e Diretórios Acadêmicos, com prazo de validade renovável a cada ano, conforme modelo único nacionalmente padronizado e publicamente disponibilizado pelas entidades nacionais antes referidas e pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), com certificação digital deste, podendo a carteira de identificação estudantil ter 50% (cinquenta por cento) de características locais. (Vide ADIN 5.108)
 § 3o  (VETADO).
 § 4o  A Associação Nacional de Pós-Graduandos, a União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e as entidades estudantis estaduais e municipais filiadas àquelas deverão disponibilizar um banco de dados contendo o nome e o número de registro dos estudantes portadores da Carteira de Identificação Estudantil (CIE), expedida nos termos desta Lei, aos estabelecimentos referidos no caput deste artigo e ao Poder Público.  (Vide ADIN 5.108)
 § 5o  A representação estudantil é obrigada a manter o documento comprobatório do vínculo do aluno com o estabelecimento escolar, pelo mesmo prazo de validade da respectiva Carteira de Identificação Estudantil (CIE).
 § 6o  A Carteira de Identificação Estudantil (CIE) será válida da data de sua expedição até o dia 31 de março do ano subsequente.
 § 7o  (VETADO).
 § 8o  Também farão jus ao benefício da meia-entrada as pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, sendo que este terá idêntico benefício no evento em que comprove estar nesta condição, na forma do regulamento.
 § 9o  Também farão jus ao benefício da meia-entrada os jovens de 15 a 29 anos de idade de baixa renda, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e cuja renda familiar mensal seja de até 2 (dois) salários mínimos, na forma do regulamento.
§ 10.  A concessão do direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% (quarenta por cento) do total dos ingressos disponíveis para cada evento.
§ 11.  As normas desta Lei não se aplicam aos eventos Copa do Mundo FIFA de 2014 e Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.
Art. 2o  O cumprimento do percentual de que trata o § 10 do art. 1o será aferido por meio de instrumento de controle que faculte ao público o acesso a informações atualizadas referentes ao quantitativo de ingressos de meia-entrada disponíveis para cada sessão.
§ 1o  As produtoras dos eventos deverão disponibilizar:
I - o número total de ingressos e o número de ingressos disponíveis aos usuários da meia-entrada, em todos os pontos de venda de ingressos, de forma visível e clara;
II – o aviso de que houve o esgotamento dos ingressos disponíveis aos usuários da meia-entrada em pontos de venda de ingressos, de forma visível e clara, quando for o caso.