PROGRAMAÇÃO

Caderno de Rimas do João e Sem Rimas da Maria

 Com textos do ator Lázaro Ramos e direção de Débora Landim, Caderno de Rimas do João e Sem Rimas da Maria ESTREIA no Teatro Vila Velha. 

Com música ao vivo e um elenco de 20 pessoas, Caderno de Rimas conta a história de dois irmãos, João e Maria, que aprendem a se relacionar com o mundo e seus desafios através de uma íntima relação com o criar e contar histórias. João recria aventuras em seu caderno de rimas; Maria conta suas vivências em seu caderno “sem” rimas. Fazem isso inspiradas pelos exemplos da avó e dos pais, personagens que incentivam o exercício do lúdico e da poesia como alicerces para a formação das crianças.

A criação da Companhia Novos Novos de Teatro traz texto adaptado a partir de dois livros do ator baiano. Em vários verbetes, os livros tratam de temas relacionados às descobertas infantis, a valores familiares, ao respeito ao semelhante e ao mais velho, à amizade, à passagem do tempo, à vida e à morte. A ESTREIA da peça é mais uma marca importante da NovosNovos, companhia premiada e presente em diversos eventos internacionais. 

A PERSISTÊNCIA DAS ÚLTIMAS COISAS

Reestreia a montagem do espetáculo teatral “A persistência das últimas coisas”, do autor argentino Juan Ignacio Crespo, sob a direção de Celso Jr., em comemoração aos seus 30 anos de carreira artística. A peça, que estreou em Buenos Aires, em 2014, traz para a cena os conflitos de Federico (Vinicius Bustani), um rapaz inconformado com término de seu namoro com um outro rapaz (Igor Epifânio). A presença de uma amiga/confidente (Paula Lice) ajuda a recompor este painel fragmentado de emoções, onde memória, invenção e abandono se alinham para criar um retrato da vida afetiva do jovem contemporâneo e urbano.

Show de lançamento do disco Vinha da Ida, de Lívia Mattos

A cantora e acordeonista Livia Mattos lança em novembro o disco “Vinha da Ida” no palco do Teatro Vila Velha. Com trajetória peculiar, a artista vem construindo o seu caminho na música de forma sólida e diversa: como sanfoneira da banda de Chico César; circulando com seu trabalho autoral em festivais como Akorden Festival Wien, na Áustria, e “Accordions Around The Wolrd, em NYC; como solista convidada da Orquestra Sinfônica da Bahia; como participante selecionada pelo programa OneBeat , nos EUA; com experiências de shows em grandes festas de rua, como Carnaval e São João; além da vasta experiência de criação da interface música/cena.

O álbum é composto por dez canções autorais, sendo duas em parceria com o acordeonista franco-português Loïc Cordeone – que participa da faixa “Vou lá” - e uma com o guitarrista Jurandir Santana – que fez a direção musical das faixas trabalhadas com músicos na Bahia. Participam também do disco artistas que fizeram parte da caminhada da sanfoneira: Chico César, com quem continua tocando; Toninho Ferragutti, amigo e mestre; e Zé Manoel, que foi sua aproximação mais forte recentemente, com o qual montou um show conjunto.

A noite promete!

MARIANA ORNELLAS E CONVIDADOS

Mariana Ornellas chega ao palco do Teatro Vila Velha cantando do erudito a sucessos da MPB de Elis Regina, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Tim Maia. Acompanham a jovem cantora, Luciano Guimarães (barítono); Benjamin Batista (barítono); Élber Douglas (lírico); Débora Limeira (piano). Acompanham também na voz João Sacramento, Carolina Assunção e Thaynã de Castro.

 

TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO

Monólogo teatral celebra a genialidade e a obra do grande escritor brasileiro

Inspirada livremente na obra de Lima Barreto (13/5/1881 * 1/11/22), especialmente em Diário Íntimo e Cemitério dos vivos, “Traga-me a cabeça de Lima Barreto” é um monólogo teatral, com interpretação de Hilton Cobra e direção de Fernanda Júlia (do Grupo NATA de Teatro, da Bahia) que reúne trechos de memórias impressas em suas obras, entrecruzadas com livre imaginação. O texto fictício tem início logo após a morte de Lima Barreto, quando eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia a fim de esclarecer “como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias - romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios - se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?”. A partir desse embate com os eugenistas, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, família, a loucura, o alcoolismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, racismo, suas lembranças e tristezas.

A narrativa ganha força com trechos dos filmes “Homo Sapiens 1900” e “Arquitetura da Destruição” – ambos cedidos gentilmente pelo cineasta sueco Peter Cohen. O cenário, de Marcio Meirelles – um verdadeiro manifesto de palavras – contribui para a força cênica juntamente com o figurino de Biza Vianna, a luz de Jorginho de Carvalho, a direção de movimento de Zebrinha e a música de Jarbas Bittencourt. Os atores Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade – todos amigos e admiradores do trabalho de Cobra, emprestam suas vozes para a leitura em off de textos de apoio à cena. 

Realização: CIA DOS COMUNS

Ficha Técnica:

Hilton Cobra – Ator | Luiz Marfuz – Dramaturgia | Fernanda Júlia – Direção | Cenário: Vila de Taipa (Laboratório de Investigação de Espaços do Teatro Vila Velha), Erick Saboya, Igor Liberato e Márcio Meireles | Desenho de Luz: Jorginho de Carvalho e Valmyr Ferreira | Figurino: Biza Vianna | Direção de Movimentos: Zebrinha | Direção Musical: Jarbas Bittencourt |Direção de vídeo: David Aynnan | Direção de Produção: Tania Rocha | Produção executiva: Afonnso Drumond | Design gráfico: Bob Siqueira e Gá.

Participações especiais (voz em off): Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade