PROGRAMAÇÃO

Manhã

Com texto e direção de André Garcia, o espetáculo do grupo Domo, de Brásilia, propõe uma viagem poética e sensorial para falar sobre as relações humanas e, ao mesmo tempo, lembrar que o amor é sempre amor, independente de credo, sexo e traição. O conflito entre o mundo como aspiramos e como na realidade ele se apresenta, dá o tom maior do enredo, construído a partir da relação entre dois homens, que se amam e procuram, em um momento crise, compreender-se para reencontrar um vínculo mais duradouro e verdadeiro. A peça se passa durante apenas uma noite na vida desses amantes, uma madrugada repleta de surpresas e decisões até o amanhecer, que traz a luz renovada, a claridade e a possibilidade de se fazer e ser o novo. A relação homoafetiva faz o pano de fundo da trama, mas os temas abordados são universais.

Bem vindos à Orquestra!!! | Vilerê

O Núcleo Liberdade do NEOJIBA apresenta suas boas vindas às crianças e suas famílias ao mundo fantástico da orquestra. Com músicas que vão do repertório popular brasileiro até Beethoven, a orquestra formada por crianças e jovens de um dos mais tradicionais bairros de Salvador apresenta o mundo orquestral de forma interativa e bem-humorada. Com crianças a partir de 6 até jovens de 20 anos, a orquestra foi iniciada em 2016 com atividades de iniciação musical e canto coral e hoje conta com mais de 60 integrantes que se dividem em violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, flautas doce, e outros instrumentos de sopro, além da percussão. Para o Festival Vilerê do Teatro Vila Velha a Orquestra NEOJIBA Liberdade preparou um concerto onde leva a orquestra para perto das pessoas, fazendo lembrar as filosofias do projeto: “Aprende quem ensina” onde os integrantes são orientados a multiplicar o conhecimento para toda a comunidade; e “Lugar de plateia é no palco” onde buscamos trazer a orquestra cada vez mais perto do público e vice-versa.

Pindorama, Antes de Chamar Brasil | Vilerê

Espetáculo da Aldeia Coletivo Cênico. Pindorama vem de Pindó-rama que significa “terra, lugar ou região das palmeiras”. Para algumas tribos tupis, Pindorama é uma terra encantada, livre dos males. Durante as antigas migrações, foram formadas diversas tribos nessa região, até à “Invasão de Pindorama”, também conhecida como “descoberta do Brasil”. A peça expõe a formação da identidade do povo brasileiro com base na matriz cultural dos povos indígenas, utilizando como ferramenta lendas e contos que compõem o imaginário mítico dos povos desta terra.

A persistência das últimas coisas

Montagem do espetáculo teatral “A persistência das últimas coisas”, do autor argentino Juan Ignacio Crespo, sob a direção de Celso Jr., em comemoração aos seus 30 anos de carreira artística. A peça, que estreou em Buenos Aires, em 2014, traz para a cena os conflitos de Federico (Vinicius Bustani), um rapaz inconformado com término de seu namoro com um outro rapaz (Igor Epifânio). A presença de uma amiga/confidente (Paula Lice) ajuda a recompor este painel fragmentado de emoções, onde memória, invenção e abandono se alinham para criar um retrato da vida afetiva do jovem contemporâneo e urbano.

Valor promocional para comprar antecipadas (até 27/09): R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Sobre o Menino Que Queria Voar | Vilerê

Pedro tinha uma vida comum. Rapaz honesto e trabalhador acordava todos os dias junto com o sol, tomava o seu café e saía para o trabalho em sua bicicleta. Seus dias eram totalmente iguais. Até que um dia o inédito o visita. Não que ele tenha permitido, mas é que se trata de uma questão de sobrevivência: ou Pedro se reinventa, ou deixará de existir. Pedro se reencontra consigo mesmo enquanto ainda era um adolescente cheio de sonhos e coragem. Isto daria a Pedro a chance de pensar em tudo o que está fazendo da sua vida e tudo aquilo que deixou para trás. A peça tem texto de Larissa Raton, direção de Fábio Borba e é uma realização da Lucai Artes Integradas.

Sancho Pança – O fiel escudeiro | Vilerê

O palhaço Piruá está internado em um manicômio por jurar ser Sancho Pança, O fiel escudeiro de Dom Quixote de la Mancha, aqueles personagens nascidos há mais de 400 anos da maravilhosa imaginação de Miguel dos Cervantes. Essa estranha afirmação se torna mais estranha quando Piruá afirma que Dom Quixote virá resgatá-lo, e ele o espera tentando recordar em que lugar de La Mancha combinaram encontra-se da última vez que se viram. Piruá se põe na pele e a alma de Sancho Pança e sai buscando o reencontro com o valente cavaleiro, recorrendo os caminhos do mundo a serviço dos mais frágeis, enfrentando injustiças, sempre do lado daqueles invisíveis ante aos olhos dos  poderosos. Um novo século... Uma história antiga... com uma lamentável vigência que deslumbra e assusta. Porque os hérois de hoje estão atrasados com as causas que defendem, voltam os de herois de sempre. Voltam Sancho Pança e Dom Quixote, sim nessa ordem. Que ladrem os cachorros do poder e o sistema prepare seus moinhos mediácos.

ES:CA:PE 3.0 | Vilerê

Thomas e Alissa se deparam em uma sala misteriosa e com suas memórias confusas. Trata-se de um experimento da empresa Motriz, entretanto as memórias do passado de cada um continuam incertas. Não sabem sequer se foram parar ali por vontade própria. A história é aos poucos revelada de acordo com as ações tomadas pelo público que tem como objetivo libertar os personagens da sala. De maneira intrigante, os personagens recebem os comandos da equipe. Para descobrir o desfecho da história, os jogadores precisam ser rápidos. Eles têm 20 minutos para conseguir avançar para a próxima etapa e só assim mais da história é revelado. O espetáculo é dividido em 3 fases.

De Sol, de Céu e de Lua | Vilerê

De sol, de céu e de lua segue firmemente o gênero lírico que, ao se encontrar com o dramático, está impregnado denonsense, utilizado como importante recurso na desconstrução do discurso articulado, ampliando as possibilidades de leitura tanto para os espectadores da primeiríssima infância, quanto para os adultos configurando-se num espetáculo para toda a família. Indicado para bebês e crianças de 6 meses a 6 anos.

O Cordel de Maria Cin-DRAG-Rela | Vilerê

Maria Cindragrela vive no interior do nordeste. Na sua casa vieram morar sua madrasta (Germana) com duas filhas do seu primeiro casamento: Anastácia e Griselda. O pai de Cindragrela morreu logo depois do casório e Cindragrela tornou-se escrava do lar. Ela tem três amigos bichos: O calango Tião, a galinha Januária e a cabrita Açucena, com quem divide suas tristezas e sonhos. Tudo muda, porém, quando o filho do Coronel Moura - o Coronelzinho – volta de sua vida de viajante aventureiro (muito a contragosto) para a casa do pai que quer lhe obrigar a tomar conta dos negócios, que case com uma moça da redondeza e que lhe dê netos. Para tanto, lhe organizou um forró no dia de sua chegada. Cindragrela não conseguiu terminar seus afazeres diários a tempo de arrumar sua roupa pra ir ao forró, mas ela contou com uma ajuda mágica: a Drag Madrinha, que a ajudou a chegar no forró e encantar o Coronelzinho, mas somente até meia-noite quando...

VILERÊ EM FESTA

Encerrando o Festival Vilerê o Vilerê em festa fará homenagem a Adroaldo Ribeira Costa, apresentação da Mostra de resultado das Oficinas e contará com show de encerramento com o espetáculo cênico musical ROCK FAMILY. O espetáculo é composto por blocos temáticos contrastantes entremeados por cenas curtas pautadas pelo humor (às vezes ácido) e cujo repertório rock\'n\'roll cobre quase 50 anos (desde os Beatles dos anos 60, e se demorando um pouco mais no Rock Brasil dos anos 80 e 90, chegando ao Indie de Tulipa Ruiz). A Banda Discoteca é a primeira incursão francamente musical do Grupo Teca Teatro, que em mais de uma década dedicada ao público infantojuvenil (desde bebês), traz além do casal que dirige artisticamente o grupo/banda, a sua filha Zizi Comin, que com 7 anos fez sua estreia profissional, neste espetáculo concebido com muito amor para contemplar os mais diversos arranjos familiares. Em "Rock in Family" as crianças se divertem com o astral do repertório e com a interação das atrizes-ator/cantores. Já os pais se divertem duplamente por estarem com suas crias curtindo um ambiente musical tão seu.

De cara com a Tia Má | A Cena Tá Preta

Um talk show com pitada de stand up ou vice versa. No espetáculo, a jornalista e humorista Maíra Azevedo, a Tia Má aborda de forma bem humorada situações constrangedoras das relações sexuais e conversa com o público sobre o universo dos relacionamentos amorosos.

MUNDARÉU | A Cena Tá Preta

Inspirado no universo literário de escritores como Guimarães Rosa, Mia Couto, José Eduardo Agualusa e em manifestações da cultura popular brasileira, MUNDARÉU é um convite a acompanhar as andanças de Cascudo – personagem condutor do percurso encenado. Memória, partidas, saudades, ancestralidade e encontros são mais importantes que o caminho feito pelo andarilho relatado durante o solo de Thiago Romero.

ÁFRICAS | A Cena Tá Preta

Áfricas, primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum dirigido por Chica Carelli traz à cena o continente africano, através da suas histórias, seus mitos e religiosidade. As coreografias de Zebrinha, a música de Jarbas, o figurino de zuarte , o cenário de Helio Eichbauer e o talento dos atores conspiram para levar as crianças, através da magia deste espetáculo, a descobrir e se encantar com este continente que tanto contribuiu para a formação da nossa cultura.

Larissa Luz: Território Conquistado | A Cena Tá Preta

Larissa Luz que está em turnê do seu segundo disco de carreira , apresenta uma recriação do espetáculo homônimo  no formato monólogo musical; onde as músicas são costuradas por textos, poesias, de Maya Angelou, bell hooks, Carolina de Jesus, Victória santa Cruz e Chimamanda, declamados pela própria cantora. O show que já passou por Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Brasília, ganha nessa versão, nova programação visual, cenário, novos números de performances corporais e apenas um músico em sua formação, o guitarrista Ênio Nogueira. A ideia é misturar linguagens artísticas para proporcionar ao público uma nova experiência. “Pensei em  propor a inserção de outras linguagens no processo de materializar o conteúdo do projeto, para que as pessoas possam se aprofundar na mensagem que a música tá trazendo.  Já vinha querendo experimentar, apresentar uma leitura mais teatral do disco. Enxerguei o Festival A Cena tá preta como uma ótima oportunidade.”

 

O Negro no Audiovisual | A Cena Tá Preta

Palestra com Thamires Vieira e Antônio Olavo. “O cinema reflete as relações operantes de poder no mundo". O feminismo faz com que a leitura dessa estrutura de poder não seja mais aceita sendo a participação das mulheres na construção do cenário audiovisual esteve por diversas vezes apagada... O que é ainda mais alarmante para os dados que se referem à presença das mulheres negras em todo cenário. Nesse momento o que estamos é exigindo que existam formas/leis/espaços/filmes que proporcionem a participação e valorização efetiva das mulheres e dxs negrxs no cenário/mercado.

TRAVESSIAS NEGRAS | A Cena Tá Preta

Travessias Negras é uma minissérie documental em cinco episódios que narra a trajetória de vida de quatro jovens negras/negros, moradores da periferia de Salvador (BA), que através das Políticas de Cotas (Ações Afirmativas) ingressaram na Universidade Federal da Bahia em cursos ditos de prestigio social. Atualmente, estes jovens estão vivenciando um processo inusitado como protagonistas de um movimento rompedor de barreiras históricas que bloquearam o acesso da juventude negra ao ensino superior no Brasil, estágio escolar tradicionalmente marcado pela sub-representação da população negra. Concebido em cinco episódios, distintos, mas complementares, nos quatro primeiros iremos acompanhar um(a) jovem negro/negra, estudante de uma das quatro áreas definidas (Comunicação, Medicina, Letras e Direito) em seus convívios sociais e em suas relações multiétnicas, tanto no espaço escolar quanto no familiar e comunitário. O quinto e último episódio da série será o desfecho, onde os quatro jovens se encontram numa roda, juntamente com os quatro mediadores, e debatem suas vivências e compreensões, dentro e fora da Universidade.

Literatura Negra - Escrever é Reescrever| A Cena Tá Preta

SINOPSE DA PALESTRA: LITERATURA NEGRA - ESCREVER É REESCREVER
A palestra com Cristiane Sobral abordará a Literatura negra de autoria feminina na contemporaneidade.

SINOPSE DO LIVRO: “O TAPETE VOADOR”
Coletânea de contos em que Cristiane Sobral aborda temas como empoderamento negro, discriminação racial e colorismo. O livro apresenta diversas personagens femininas que lutam por superar as barreiras sociais para alcançar seus objetivos. A tessitura dos contos que Cristiane Sobral nos apresenta no inspirado “O tapete voador”, quando observadas com atenção para as tentativas de categorização, não consensuais, de uma “Literatura negra brasileira contemporânea de autoria feminina”, fornece, para nós leitores, alguns elementos importantes de análise do universo ficcional por ela bravamente erguido. Na perspectiva desta literatura, encontramos nas narrativas deste livro a valorização de diversos aspectos constituintes da identidade negra, e em especial, a inserção da mulher negra autora e personagem da vida e de seus abismos, o que não é pouco, tratando-se de uma literatura brasileira que tradicionalmente privilegia, como autores e personagens, homens brancos e seus discursos.

Libertè | A Cena Tá Preta

Leitura dramática do texto Liberté, de Elísio Lopes Jr., a mais nova das três obras sobre a questão específica do racismo. Fruto de uma viagem a Angola, e da observação em torno das discussões sobre as políticas raciais em nosso país, e suas heranças históricas. A obra conta a história de Chinga, uma escrava que não deseja ser livre, e não tem medo da noite.

MULHERES DO AXÉ | A Cena Tá Preta

A performance da vida das mulheres que atuam nas matrizes das religiões africanas são símbolos de resistência, crença, fé, e àse, tanto no passado, no presente e no futuro. Foi por meio da fé ao Orixá, Inquice, Vodum e Caboclo que essas mulheres tiveram a capacidade de se reinventar e se afirmar!

Essa celebração caracteriza-se por rituais, dentro do universo holístico, em que tudo gira em torno do cosmo que é o sentido do àse e conta com os depoimentos em vídeo de Mãe Stella de Oxossi, Ebomi Nice de Yansa, Ebomi Vanda Machado, Makota Valdina,Ya Dagan Dinah, Mae Beata de Iemonja-iie Omiojuaro e as Irmãs da Irmandade da Boa Morte.

O CORPO NA CENA | A Cena Tá Preta

O Corpo na Cena é um espaço reservado para a arte do movimento no Festival A Cena Tá Preta. Com curadoria e direção geral do coreógrafo Zebrinha, reúne uma diversidade de gêneros da dança em diferentes formações.

KAIALA | A Cena Tá Preta

Divindade das grandes águas, dos mares e oceanos, tida segundo a visão Bantu como o útero materno, gerador de todas as espécies, inclusive a raça humana é a inspiração poética para contar a história de Kaiala uma menina de 10 anos assassinada em uma invasão ao seu terreiro. Em seu primeiro solo, Sulivã Bispo percorre a trajetória da menina Kaiala a partir de três pontos de vista (a avó, o irmão de santo e a evangélica), para discutir temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil.

 

Gusmão, o coelho que queria mais | A Cena Tá Preta

Leitura dramática do texto GUSMÃO, O COELHO QUE QUERIA MAIS, de autoria de Lázaro Ramos, com elenco do Bando de Teatro Olodum. Sobre o texto: De uma forma geral, a criança é sonhadora. E o menino dessa história (Gusmão), não tem tido oportunidade de sonhar. Ele trabalha cortando cana de açúcar. Um dia ele sonha que é um coelho, um coelho que é manipulado por um mágico, saindo todas as noites da cartola de um circo. No sonho de Gusmão (a criança), o coelho resolve que não será mais manipulado pelo mágico e, sim, se tornará um mágico. O coelho foge em busca da liberdade e de aprender a profissão de mágico, aprender a ser a estrela principal do show. No caminho ele descobre que lidar com liberdade não é tão fácil. O texto fala sobre essa criança, que ao mesmo tempo é um coelho no mundo lúdico dos sonhos, em busca de saber lidar com a liberdade. Ao mesmo tempo é uma homenagem ao grande ator Mário Gusmão, que foi pioneiro na profissão de ator e que inspirou e inspira muitas pessoas a sonharem mais.

DOUBLE BLACK | A Cena Tá Preta

O espetáculo de Stand Up “Double Black”, dos atores Érico Brás e Kenia Maria é um show de humor e retrata apenas um homem e uma mulher, sem nenhum tipo de personagem específico e apresenta situações do cotidiano de pessoas, inerente a ambos. Ilustra a complexidade da sociedade desde a criação do mundo até sempre. Os atores trabalham temas que vão desde o nascimento, imposições, até questionamentos jamais feitos sobre as diferenças de gênero, raça e classe social.

 

Luedji Luna: CAIS E SAIS | A Cena Tá Preta

No show Cais e Sais a cantora Luedji Luna faz releituras das canções do compositor baiano Cal Ribeiro, além de canções de autoria própria. Grande referência para sua música, o cantor e compositor Cal Ribeiro tem mais de 20 anos de carreira e várias indicações a prêmios e festivais. Neste show, Luedji revisita as músicas que embalaram sua infância, a partir do contato direto com o compositor Cal, sua grande escola. Cais e Sais traz na sua formação os músicos Francisco Cerqueira(bateria), Zinha Franco(baixo), Marlon Silva(violão) e Spike Bpl(guitarra). Um show intimista onde a compositora expõe o seu lado intérprete, além de trazer canções próprias tão queridas pelo público.