PROGRAMAÇÃO

Dissidente

Felipe, um jovem de 17 anos, mora com sua mãe Helena e parece não estar muito motivado a encontrar trabalho. Já Helena, separada do marido - um ex-socialista que conheceu durante a luta política - trabalha numa empresa fazendo estatísticas de mercado. A falta de interesse do filho pelo trabalho, pela vida “normal”, suas relações de amizade com um grupo de jovens suspeitos e sua visível degradação física apontam para um fim inevitável.

“Dissident, il va sans dire”, traduzido “Dissidente” pela professora doutora Catarina Sant’Ana, com direção de Gordo Neto, leva à cena, pela primeira vez juntos, a atriz veterana Vivianne Laert e o jovem ator Tato Sanches - que são mãe e filho, tais quais os personagens Helena e Felipe, da peça.
O espetáculo foi vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2012 nas categorias melhor direção (Gordo Neto) e melhor atriz (Vivianne Laert) e recebeu indicação ainda na categoria revelação (pela atuação de Tato Sanches) e duas na categoria especial (cenografia de Rodrigo Frota e trilha sonora de Ricardo Caian).

 

EN(CRUZ)ILHADA

Assim que nascemos nossas cabeças são colocadas na mira de uma bala que segue nos matando lentamente: a morte social, a morte cultural, a morte financeira, a morte estética, a morte psicológica. A morte nos invade, nos extermina e nos põe em uma cruz de braços abertos. Ela nos deixa sem escolha, sem opção. Nos dilacera e nos abate pouco a pouco, nos levando a uma encruzilhada. No lugar onde se cruzam dois caminhos, também a morte se esbarra, nunca estaremos sozinhos. Monólogo do ator Leno Sacramento, integrante do Bando de Teatro Olodum, En(cruz)ilhada é onde a vítima não está isolada e é conduzida a várias formas de morte. Nesse processo você pode estar dos dois lados. Na encruzilhada da vida e da morte, não se espera nada: o que se vê é uma aniquilação absoluta.

 

 

 * O espetáculo é acessível para pessoas com deficiência visual através de audiodescrição

 

Rodas Permaculturais de Conversa

O Instituto de Permacultura da Bahia e a Toca Ambiental em parceria com o Teatro Vila Velha realizam o evento Rodas Permaculturais de Conversa sempre na primeira segunda-feira de cada mês em 2017. O objetivo é fomentar a discussão e troca de ideias sobre sustentabilidade, desenvolvimento urbano e meio ambiente. A edição de agosto discutirá as “Experiências Agroecológicas na Bahia” com Noeme de Carvalho do Espaço Mangará e Eduardo Guimarães da Agrossilvicultura São Cosme e Damião.

Cabaré da RRRRRaça

Comemorando 20 anos de sua estreia, Cabaré da RRRRRaça é uma montagem musical de linguagem popular e direta criada pelo Bando de Teatro Olodum com direção de Márcio Meirelles para levar o público ao riso e também à reflexão. O espetáculo expõe as mais diversas manifestações do racismo e da discriminação contra os negros no Brasil, desde as sutis até as mais ultrajantes. Em cena, os atores dão voz aos personagens para contar à plateia casos vividos por eles mesmos, assim como relatos de diversas pessoas que enfrentaram o preconceito racial.

 

 

Manhã

O conflito entre o mundo como aspiramos e como na realidade ele se apresenta, dá o tom maior do enredo, construído a partir da relação entre dois homens, que se amam e procuram, em um momento crise, compreender-se para reencontrar um vínculo mais duradouro e verdadeiro. A peça se passa durante apenas uma noite na vida desses amantes, uma madrugada repleta de surpresas e decisões até o amanhecer, que traz a luz renovada, a claridade e a possibilidade de se fazer e ser o novo. A relação homoafetiva faz o pano de fundo da trama, mas os temas abordados são universais.

 

A persistência das últimas coisas

Montagem do espetáculo teatral “A persistência das últimas coisas”, do autor argentino Juan Ignacio Crespo, sob a direção de Celso Jr., em comemoração aos seus 30 anos de carreira artística. A peça, que estreou em Buenos Aires, em 2014, traz para a cena os conflitos de Federico (Vinicius Bustani), um rapaz inconformado com término de seu namoro com um outro rapaz (Igor Epifânio). A presença de uma amiga/confidente (Paula Lice) ajuda a recompor este painel fragmentado de emoções, onde memória, invenção e abandono se alinham para criar um retrato da vida afetiva do jovem contemporâneo e urbano.

 

 

Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia) até 27/09