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Oficina meus delírios, meus delitos. Reflexões sobre ambiguidades e travestimentos Realização: Teatro Kunyn + Teatro da Queda Orientadores: Ronaldo Serruya e Luiz Gustavo Jahjah 21 a 24/05: 19 às 22h e 26/05: 14 às 18h Para atores | Enviar currículo para
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Gratuita
 A proposta da Oficina “Meus delírios, meus delitos” é ser uma vivência prática, calcada nos pilares do fazer colaborativo e do ator-dramaturgo.
A ideia de contaminação presente no processo colaborativo da construção do espetáculo dizer e não pedir segredo do teatro kunyn, configura-se essencial como procedimento nesta oficina, estimulando entre os participantes a elaboração de uma dramaturgia que nasce e parte do ator.
Tendo como base e ponto de partida o livro ‘Devassos no Paraíso, a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade’, do escritor João Silvério Trevisan, que analisa e reflete a questão de gênero sob uma perspectiva histórico-social ao traçar um paralelo entre o que seria uma identidade gay e uma identidade de país, a oficina também se utilizará de um sem número de referências para construir sua matéria-prima: das artes plásticas à literatura, passando pelo cinema, relatos documentais, pesquisas históricas e entrevistas. Tudo serve de substrato para que os atores pesquisadores adentrem o tema proposto, desenvolvam opções de cenas, escolham personagens, determinem conflitos, trajetórias, que aos poucos vão evoluindo de esqueletos de dramaturgia até se tornarem estruturas dramatúrgicas um pouco mais sofisticadas.
Dar voz a personagens históricos e/ou literários que de alguma maneira vivenciaram a difícil tarefa de ser ou declarar-se homossexual no Brasil significa problematizar e refletir através dessa oficina, os padrões sociais e culturais que se propagam e se perpetuam dentro de nossa sociedade. Falar de uma possível identidade homossexual nada mais é do que problematizar o que seria, sobretudo, uma identidade brasileira.
Os participantes debruçam-se sobre o material e criam a partir deles o seu depoimento que se reflete, principalmente, na sua vivência artística e de cidadão, passando pela sua atuação direta diante do material pesquisado, seja pela apropriação e pela transformação.
A ambição é, portanto, reproduzir esses mecanismos de apropriação e descobrir os instrumentos com os quais os atores, através de uma série de dinâmicas e improvisações, irão construir o seu discurso cênico, a sua lógica textual, a sua pulsação e por fim, a sua dramaturgia.
Os participantes serão selecionados pelos grupos teatrais locais e a oficina terá dois momentos distintos. O primeiro acontece em três encontros de 04 horas cada, onde através de dinâmicas integracionais, provocações e reflexões, adentraremos o tema proposto e constroem uma célula cênica sobre a questão de gênero onde o mote da cena será a ideia de ambiguidade e travestimento.
No segundo módulo, que também se dá em outros dois encontros de 04 horas, as células cênicas serão trabalhadas, sofisticadas e experimentadas in loco. Como finalização, estas cenas, de algum modo, se colarão ao espetáculo dizer e não pedir segredo nas cidades onde as oficinas ocorrem. Dessa maneira acreditamos fazer um verdadeiro intercâmbio entre a pesquisa que originou a peça e a oficina proposta como contrapartida, fazendo com que estas fronteiras se misturem, se confundam e se recriem.
A proposta da Oficina “Meus delírios, meus delitos” é ser uma vivência prática, calcada nos pilares do fazer colaborativo e do ator-dramaturgo. A ideia de contaminação presente no processo colaborativo da construção do espetáculo dizer e não pedir segredo do teatro kunyn, configura-se essencial como procedimento nesta oficina, estimulando entre os participantes a elaboração de uma dramaturgia que nasce e parte do ator.
Tendo como base e ponto de partida o livro ‘Devassos no Paraíso, a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade’, do escritor João Silvério Trevisan, que analisa e reflete a questão de gênero sob uma perspectiva histórico-social ao traçar um paralelo entre o que seria uma identidade gay e uma identidade de país, a oficina também se utilizará de um sem número de referências para construir sua matéria-prima: das artes plásticas à literatura, passando pelo cinema, relatos documentais, pesquisas históricas e entrevistas. Tudo serve de substrato para que os atores pesquisadores adentrem o tema proposto, desenvolvam opções de cenas, escolham personagens, determinem conflitos, trajetórias, que aos poucos vão evoluindo de esqueletos de dramaturgia até se tornarem estruturas dramatúrgicas um pouco mais sofisticadas. Dar voz a personagens históricos e/ou literários que de alguma maneira vivenciaram a difícil tarefa de ser ou declarar-se homossexual no Brasil significa problematizar e refletir através dessa oficina, os padrões sociais e culturais que se propagam e se perpetuam dentro de nossa sociedade. Falar de uma possível identidade homossexual nada mais é do que problematizar o que seria, sobretudo, uma identidade brasileira.
Os participantes debruçam-se sobre o material e criam a partir deles o seu depoimento que se reflete, principalmente, na sua vivência artística e de cidadão, passando pela sua atuação direta diante do material pesquisado, seja pela apropriação e pela transformação.
A ambição é, portanto, reproduzir esses mecanismos de apropriação e descobrir os instrumentos com os quais os atores, através de uma série de dinâmicas e improvisações, irão construir o seu discurso cênico, a sua lógica textual, a sua pulsação e por fim, a sua dramaturgia.
Os participantes serão selecionados pelos grupos teatrais locais e a oficina terá dois momentos distintos. O primeiro acontece em três encontros de 04 horas cada, onde através de dinâmicas integracionais, provocações e reflexões, adentraremos o tema proposto e constroem uma célula cênica sobre a questão de gênero onde o mote da cena será a ideia de ambiguidade e travestimento.
No segundo módulo, que também se dá em outros dois encontros de 04 horas, as células cênicas serão trabalhadas, sofisticadas e experimentadas in loco. Como finalização, estas cenas, de algum modo, se colarão ao espetáculo dizer e não pedir segredo nas cidades onde as oficinas ocorrem. Dessa maneira acreditamos fazer um verdadeiro intercâmbio entre a pesquisa que originou a peça e a oficina proposta como contrapartida, fazendo com que estas fronteiras se misturem, se confundam e se recriem.
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