O Vivadança - sobre o festival

O VIVADANÇA surgiu como uma oportunidade de juntar pessoas, de criar conexões em torno do movimento. A UNESCO nos incentivou a comemorar o Dia Internacional da Dança, quando recebi o prêmio daquela instituição. Fizemos alguns eventos no Teatro Vila Velha. Depois, percebemos que os pedidos de grupos de outros estados para se apresentar no Vila podiam ser atendidos no mesmo mês: abril. Daí começou o VIVADANÇA, primeiro como MÊS DA DANÇA, com apresentações, reflexão, troca de experiências. Visão e visibilidade para a dança baiana em sua diversidade e seus vários pontos de vista.

 

O VIVADANÇA é fruto também, numa linha mais direta, do BAILA VILA e do VILADANÇA, ações que desenvolvi coletivamente no Vila e deram bons frutos, inspirando, além deste, outros projetos. Agora, o VIVADANÇA ocupa oito palcos diferentes. Criando uma rede espacial para a dança na cidade, unindo centro e periferia, podendo acolher mais propostas, mais diversidade.

 

Cinco anos depois, posso ver que esse movimento é ininterrupto, começou quando entendi, ainda criança, as possibilidades que a dança tem como expressão, como discurso, mas também como contato, como compartilhamento de tempo e espaço. Como possibilidade de conhecer o outro e de se re-conhecer no olhar do outro; essas experiências de afeto, emoção e memória que fazem do ser humano o que ele é: humano, diferenciado, único em suas histórias, mas coletivo no desejo de estar junto e trocar, somar.

O quinto ano da mostra solidifica e cria convergências com redes importantes como: o Festival de São José do Rio Preto; o Internationales Solo-Tanz-Theater Festival, de Stugart; o CMA Hip Hop; a Rede Sul Americana de Dança; o Coletivo Vision., de artistas visuais; as Escolas de Dança da Ufba e da Funceb; e diversos outros grupos artísticos e centros de ensino, em ações que nos levam a pensar as estéticas, processos, estruturas e, evidentemente, a lidar com outra importante dimensão da dança: sua economia.

 

Nesta edição, nos orgulhamos de reencontrar e reverenciar a história, o tempo e o movimento, com a participação de grandes mestres da dança, como Tadashi Endo, Luis Arrieta, Antonio Nóbrega, Ivaldo Bertazzo; ao mesmo tempo em que apostamos em jovens coreógrafos, em diferentes estilos; na formação de novas plateias e no circuito infantil, uma série de apresentações dedicadas às escolas publicas e privadas da cidade.

 

Outro mestre homenageado é Carybé que, como poucos, soube traduzir em sua obra o movimento da Bahia, tendo tido vários projetos ligados especificamente à dança. No centenário do autor, mostramos sua série gráfica Nureyev.

 

Mais de 300 artistas e gestores da Bahia e do Brasil dividem a programação do VIVADANÇA com seus pares de Israel, Equador, Chile, México, Alemanha, Canadá, Espanha, Colômbia, França e Japão, numa das cidades mais dançantes e musicais do planeta.

 

Para nós, é uma honra e uma alegria realizar um festival onde o velho e o novo, a tradição e o popular, o centro e a periferia se misturam, reinventam caminhos e constroem diálogos tendo o movimento como língua que nos une e nos aproxima.

Salvador, 29 de março de 2011

 

Cristina Castro

 

 

FICHA TÉCNICA DO VIVADANÇA

GERAL
Direção artística e curadoria geral
Cristina Castro

PRODUÇÃO
Direção de produção
Will Brandão

Produção executiva
Júlia Rizério

Produção de espaços
Sérgio Almeida e Thaís Carvalho

Assistente de produção
Tiago Menegaz, Milena Palacios,
Ana Paula Matos, Zeca Abreu,
Flávio Bustani e Fernanda Borges

Acompanhantes de grupo
Alan Lobo e Diego Canário

Bilheteria Central
Lucas Gama

Loja
Flávia Goes

ADMINISTRAÇÃO
Direção administrativa
Andréa Gama

Administração
Rafael Matos

COMUNICAÇÃO
Coordenação de comunicação
Cristina Castro e Júlia Rizério

Assessoria de imprensa, redes sociais e traduções
Multiverso Comunicação

Coordenação do observatório
Joceval Santana

Formação de plateia
Eddy Veríssimo e Thiago Mandu

Programação Visual
Camilo Fróes

Produção Gráfica
Ana Paula Matos

Fotografia
João Meirelles

Webdesign
Daniel Cambuí

Vídeo
Draco Imagens

Modelos
Leandro de Oliveira e Guilherme Silva

TÉCNICA
Coordenação Técnica
Lorena Peixoto

Coordenação de montagem
Marcos Dedê e Rivaldo Rio

Técnicos de luz
Elizeu Santana e Eduardo Albergaria

Técnicos de Som
Gutemberg Peixinho e Eduardo Santiago

Cenotecnia e contra-regragem
Dailson Barroso, Jailson Souza e Joilson Batista

Assistentes
Elaine Pinho, Émillie Lapa e Moisés Victório