Espetáculos | 4ª semana

Da Ponta da Língua à Ponta do Pé

Da Ponta da Língua à Ponta do Pé - Cristina Castro19 e 20 de abril | 10h e 15h

Centro Cultural de Plataforma

Leia mais

Solos premiados em Stuttgart

Eldad_Ben_Sasson_foto20 e 21 de abril, 20h

Teatro Vila Velha

Leia mais


Solos premiados em Stuttgart

 

Marcelo Santos"É com imensa satisfação que apresentamos a seguir uma imagem retrospectiva dos nossos vencedores e finalistas dos últimos 5 anos, especialmente elaborada para os Festivais VIVADANÇA e Fórum de Dança de São José do Rio Preto" Marcelos Santos.

 

Ampliando sua rede de contatos com importantes companhias e festivais ao redor do mundo, o VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5 anuncia para 2011 uma nova parceria. Numa articulação inédita com o Fórum de Dança de São José do Rio Preto (SP), também um dos maiores eventos ligado à arte no calendário cultural brasileiro, o Festival traz para Salvador solistas vencedores do Internationales Solo-Tanz-Theater Festival – que premia anualmente, na cidade de Stuttgart, na Alemanha, coreógrafos e dançarinos contemporâneos de todo o mundo. Desse modo, aportarão na cidade os vencedores das últimas duas edições da premiação internacional, e também os finalistas de 2010, para duas apresentações.

 

SOLOS DE STUTTGART - INTERNATIONALES SOLO-TANZ-THEATER FESTIVAL

Onde: Teatro Vila Velha

Quando: 20 e 21 de abril, 20h

Preço: Gratuito

 

Stuttgart

 

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O INTERNATIONALES SOLO-TANZ-THEATER FESTIVAL E SEUS FINALISTAS E VENCEDORES - Criado há 15 anos para promover a carreira de jovens artistas da dança, o Internationales Solo-Tanz-Theater Festival é uma competição para escolher anualmente seis solos de dança novos, originais e criativos, que mostrem uma realização incomum. Além de um incentivo em dinheiro, os vencedores viajam pelo mundo com suas apresentações. A Direção Artística é de Marcelo Santos, e a administração de dança é de Leda Mazzei Fernandes. Confira os espetáculos do Internationales Solo-Tanz-Theater Festival que integrarão a programação do VIVADANÇA Festival internacional este ano:

 

Helen_Simoneau_foto"The gentleness was in her hands" - Helen Simoneau (coreografia) e Stacy Martorana (dança) – Canadá/EUA – Vencedoras do primeiro lugar na categoria Coreografia e do terceiro lugar em dança em 2009.

O solo A Gentileza Estava nas Mãos Dela varia entre uma qualidade às vezes automatizada e mecânica e momentos extremamente íntimos. Como que se rendendo a uma memória, a dançarina permite quevislumbres de vulnerabilidade sejam expostos antes de voltar ao entorpecimento. Mudanças e dobras escorrem da bailarina e criam um sentimento de inevitabilidade, um ritual dentro de suajornada. A coreografia foi apresentada na Áustria, Canadá, França, Grécia, Espanha, Suíça, e viajou por toda a Alemanha e pelos Estados Unidos.

 

Helen Simoneau é natural de Quebec, mas vive atualmente nos Estados Unidos, e cria com um grupo de dançarinos que têm base tanto em NYC quanto na Carolina do Norte. Ela trabalha também com a Bessie Schönberg Residency, na North Carolina School of the Arts (NCSA), no Eisenhower Dance Ensemble, e nas universidades de Oklahoma, de Wake Forest e de Hollins. Stacy Martorana é graduada pela North Carolina School of the Arts e tem um BFA em Dança Contemporânea. Em agosto de 2006, foi convidada para a Bessie Schönberg Residency, onde executou novasobras de Helen Simoneau e de Charlotte Griffin. Desde então, tem trabalhado com Simoneau em Essen, na Alemanha, e em Nova York. Desde 2008, integra o grupo The Repertory Understudy da Merce Cunningham Dance Company.

 

Stacy Martorana é graduada pela North Carolina School of the Arts e tem um BFA em Dança Contemporânea. Em agosto de 2006, foi convidada para a Bessie Schönberg Residency, onde executou novas obras de Helen Simoneau e de Charlotte Griffin. Desde então, tem trabalhado com Simoneau em Essen, na Alemanha, e em Nova York. Desde 2008, integra o grupo The Repertory Understudy da Merce Cunningham Dance Company.

Apoio: 

Stacy

 

Katja Wachter“The space between me and myself” - Katja Wachter (coreografia e dança) – Alemanha – Vencedora do terceiro lugar na categoria Coreografia em 2005

Inspirada na Síndrome de Tourette - um distúrbio neurológico que faz com que as pessoas realizem movimentos e impulsos estranhos, como tiques, espasmos, caretas, barulhos, xingamentos e atoscompulsivos, além de lhes dar um peculiar e malandro senso de humor -, a peça retrata alguém que está preso entre o seu "eu normal" e socialmente aceito e outro "eu", que é loucamente impulsivo e foge de qualquer mecanismo de controle. A coreografia explora a lacuna entre estas identidades e o que é considerado "normal" ou "perturbado".

 

Katja Wachter estudou Dança e Coreografia na London Contemporary Dance School. Ela interpretou papéis em várias companhias inglesas e alemãs, mas começou muito cedo a trabalhar nos seus próprios projetos coreográficos. Sua primeira coreografia, "I apologize" foi exibida no Danceplatform Germany, em 1994, em Berlim, e sua peça "Almost" foi selecionada como a participante alemã do Bancs D'essaiInternationaux, de 1995, com uma turnê por cinco países. Desde a fundação da sua própria companhia "Selfish Shellfish", em 1995, em Munique, ela passou a trabalhar em projetos de maior escala para os quais recebeu financiamento do Instituto Cultural de Munique. Suas peças foram apresentadas em festivais e eventos na Europa, Rússia, Canadá, EUA, Coréia, Brasil e México e ela já foi premiada internacionalmente. Criou peças para Malashock Dance & Company, San Diego (1998), Ballet Estatal da Baviera (2000), Companhia de Dança Kipling, Yekaterinburg (2001) e Dança Jigu Theatre, em Seul.

Apoio: 

marca_alemanha

 

Eldad Ben Sasson“Heterotopia” - Eldad Ben (coreografia e dança) – Israel – Finalista de 2010

Heterotopia é um conceito em geografia humana elaborado pelo filósofo Michel Foucault para descrever lugares e espaços que funcionam em condições não-hegemônicas. Estes são espaços de alteridade,que não são nem aqui nem lá, mas simultaneamente físicos e mentais, tais como o espaço de um telefonema ou o momento em que você se vê no espelho. É essa relação que é abordada no solo de Eldad Ben, ao som da Gymnopedie n º 1 e 2, de Erik Satie. Algo como quando colocamos um tigre em uma jaula e vamos vê-lo em um jardim zoológico: há uma música e uma atividade que nos acompanham. Otigre, que está na jaula, ainda permanece como um animal, apesar da realidade encontrada em torno dele.

 

Eldad Ben Sasson estudou na Escola de Dança Bat Dor. Ele trabalhou com a companhia de dança Vertigo, dirigida por Noa Wertheim e Adi Sha'al, e com o conjunto Batsheva e a companhia de dançaBatsheva, ambos dirigidos por Ohad Naharin. Depois de trabalhar com coreógrafos como Mats Ek, Paul Norton, Yoshifumi Inao, Orjan Andersson, Ivo Van Adoce, Michal Getman, Noa Dar e Sharon Eyal, ele hoje é convidado a dar workshops em escolas, academias de dança e companhias em Israel e na Europa.

Apoio: 

Eldad

 

Ran Ben Dror"My sweet little fur/Minha querida pelezinha" - Idan Cohen (coreografia) e Ben Dror (dança) – Israel – Vencedores do primeiro lugar na categoria Dança em 2008

Um diálogo entre um homem e o cão, que dentro dele habita. Como é ter um estranho dentro do próprio corpo? O bailarino trava uma incansável busca por segurança e paz, mas os demônios interiores aparecem constantemente , em um ritmo oculto.

Idan Cohen nasceu e cresceu em Israel, no Kibbutz Mizra (comunidade socialista), o que teve um grande efeito em sua vida artística e em seu trabalho. Ele recebeu uma bolsa para estudar teatro e artes na Art Colony, em Negev, Israel, e, posteriormente, foi admitido para participar em um projeto de vídeo-dança da Companhia Batsheva, da bailarina Lara Bersak (França). Em seguida, juntou-se ao mundialmenteconhecido grupo K.C.D.C. (fundado por Yehudit Arnon). Em Junho de 2009, Idan estreou O Lago dos Cisnes, apoiado por Tanzplan Dresden, da Alemanha, na 17ª Conferências Anual em Bytom, Polônia, e o solo Three Swan pieced, OP.1 no DNA (Dance New Amsterdam), em Nova York. A sensibilidade psicológica, o grande senso de musicalidade, e a profunda compreensão do contexto cultural tornam o trabalho Cohen uma rara combinação de análise e de compaixão. Em Salvador, ele dará uma oficina sobre sua moderna técnica: um método artístico de trabalho e movimentos virtuosos expressivos. O objetivo da aula é construir a inventividade para criar e desenvolver a capacidade técnica e artística, a versatilidade e a individualidade.

 

Ran Ben Dror dançou com o mundialmente conhecido K.C.D.C., sob a direção artística de Rami Be'er, a quem tem ajudado em seus projetos fora de Israel. Desde 2006, Ran está trabalhando como dançarinofreelancer com coreógrafos diferentes, como Hofesh Shechter; Liat Dror e Nir Ben Gal, Idan Cohen; Maya Levi; Niv Sheinfeld & Laor Oren; Vizenberg Ratz Mimi; Amots Gilat; Ya'aron Smadar. Como bailarinoindependente, ele ganhou o Yair Shapira - Prêmio Desempenho (2005) e o Prêmio de Cultura do Ministério Israelense da Cultura como intérprete individual (2008). Ran é atualmente conselheiro artístico egerente de ensaio na "Hamama"- laboratório de dança cultural do Centro de Teatro Acco, em Israel, como uma plataforma para coreógrafos independentes. Entre suas criações como coreógrafo estão “On The Wall”, um dueto com Moshe S. Avshalom (Jerusalém, 2008) e o “Dream On”, um solo que estreou no Intimadance Festival, no Tmuna Teatro de Tel Aviv, em 2010.


Apoio:

Ran

 

Joaquin Sanchez"Always look at the sea" - Joaquin Sanches – Espanha – Vencedor do primeiro lugar na categoria Coreografia em 2010

Sobreviver é o "mais fácil", você só tem que continuar a respirar, comer na hora certa e continuar em frente. Viver é o mais difícil. Um dia, sobrevivendo, não é suficiente e uma decisão precisa ser feita - Always look at the sea foi o resultado dessa decisão, tomada em outubro de 2009. "Eu me inspirei na respiração e em seu poder de nos fazer sentir vivos constantemente, bem como no sentimento detransformação de qualquer tipo de cansaço ou a tristeza em vivacidade e libertação, que acontece através da dança”, explica Sanches. Para ele, não importa se acreditamos que não temos mais energia, podemos sempre criar mais e quase que indefinidamente. “Eu queria evitar o sentimento geral de vazio que muitas vezes surge após a apresentação e que o público e eu nos sentíssemos revitalizados depois de experimentar este solo. Basicamente, eu só queria me sentir mais vivo", conclui o artista. Seu interesse pela conexão com o público e por compartilhar seu mundo pessoal e trazer a platéia para perto de si, levou-o a criar este solo, onde as questões da poesia e do texto são tão importantes quanto os movimentos, as sensações do corpo e o sentimento de pura inocência que a dança pode provocar.

 

Joaquín Sánchez Guerrero, espanhol, é um dançarino e coreógrafo que vive em Barcelona. Graduou-se na Codarts, onde dançou com coreógrafos como Michael Schumacher, Amy Raymond e André Gingras, ecriou várias peças, como "Two Fish" e o solo “Breath In, Breath Out". Recentemente, ele trabalhou como bailarino profissional com Meekers para a produção Hatchling e começa a partir de agosto sua próxima produção teatral como dançarino. Em suas obras, Guerrero apresenta seu mundo pessoal: uma mistura de dança, poesia e curtos diálogos abertos. Ele está preocupado em trazer o público para um lugar melhor, abraçando o presente, os sentidos e sua esperança. Seus trabalhos como coreógrafo foram exibidos no festival Fringe de Edimburgo, no Its Festival, no Sogni Festival, em Gent, e em vários teatros nos Países Baixos e na Espanha. Ele dá workshops por toda a Europa e é atualmente professor no Teatro Lak em Leiden.

Apoio:

Joaquim