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Abertura do Festival em grande estilo
Abertura

 

A estreia do VIVADANÇA, no último dia 01/04, no Teatro Castro Alves, foi marcada pela forte presença do público e de convidados especiais, como representantes dos patrocinadores, jornalistas e autoridades. Após uma breve fala de Cristina Castro, diretora do Festival, que chamou toda sua equipe ao palco, teve início o espetáculo Naturalmente - Teoria e Jogo de uma Dança Brasileira, de Antonio Nóbrega. Inesquecível, a apresentação misturou a primazia técnica do elenco ao bom-humor e sabedoria das falas de Nóbrega, que ofereceu um verdadeiro questionamento sobre o que é a dança brasileira.

 

Já na segunda noite do VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5, o público conferiu a estreia de dois espetáculos: Tango aDeus, de Luis Arrieta, no Teatro Molière da Aliança Francesa, e One-Nine-Four-Seven, de Tadashi Endo, no Teatro Vila Velha.

 

Luis Arrieta abriu sua apresentação com El Tango, música de Astor Piazolla e poema de Jorge Luis Borges, interpretado por Caetano Veloso. Sua bela performance foi marcada por uma imponente presença de palco e elegância, além de uma majestosa interpretação. Ao longo do espetáculo, Arrieta ainda cantou um tango, Los mareados, de Juan Carlos Cobián, e finalizou a performance com uma inesquecível dança com uma cadeira, que seria ovacionada de pé pelo público. Ao final da apresentação, o coreógrafo autografou alguns exemplares do livro que está lançando e reencontrou membros do Balé Teatro Castro Alves, para o qual já criou diversas coreografias, entre outros amigos.

 

Ao mesmo tempo, no Teatro Vila Velha, estreava One-Nine-Four-Seven, do japonês radicado na Alemanha, Tadashi Endo. No Vila, a palavra da noite foi "emoção": a melhor forma de definir a chegada de Endo aos palcos. Com um espetáculo denso, comovente e cheio de referências a sua terra natal, Tadashi mostrou ao público a força da dança. O artista fez questão de que fosse distribuído ao público um pequeno texto seu, sobre a peça que estavam prestes a assitir. O material continha ainda uma pequena poesia dele sobre o sofrimento e a dor de seu país. Ao final de seu espetáculo, depois de longos minutos de aplausos, Tadashi pediu que todos novamente se sentassem para que ele, se esforçando para falar português, pedisse a união de todos pela recuperação do Japão. "Rezem comigo pelo Japão. Principalmente pelas crianças. Não destruam esse nosso planeta que é tão lindo", foram suas palavras.

 

No domingo, o dia começou com muita criatividade, com a presença do Coletivo VISIO., desde de manhã cedo, no Teatro Vila Velha. Aline Cruz, Bigod, Iel Estácio, Júlio Costa, Luiz Pablo, May A.K.A. Happy Downlady, Naara Nascimento, Rebeca Matta e Sista K. realizaram, ao vivo, uma pintura na parede da rampa do teatro, tendo como mote a dança e o movimento. Leia mais sobre a ação.

 

Em seguida, às 11h, Anotnio Nóbrega, Tadashi Endo e Luis Arrieta participaram da mesa redonda Encontro com os Mestres. Com mediação de Leda Muhana, diretora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, o bate-papo foi marcado por discussões sobre suas trajetórias e comentários sobre a relação entre corpo e cultura. Leia um resumo do que foi debatido. Para finalizar, algo inesperado e completamente inédito: Antonio Nóbrega e Tadashi Endo improvisaram, juntos e ao vivo, uma dança.

 

Ainda no comecinho da tarde, Luis Arrieta lançou, no Vila Velha, a biografia de sua autoria, cujos textos foram recolhidos pelo jornalista Roberto Pereira, falecido antes de vê-los publicados.

 

*Crédito da foto: João Meirelles