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Um espaço para troca de idéias, associações, reflexões, posicionamentos e contraposições.

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Break Fighting
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Para o cinema, a introdução do som trouxe uma multiplicidade de recursos e perspectivas, como a possibilidade da trilha sonora com a qual podemos simular, além de outras danças, a incrível dança do combate. O combate, a luta, é uma dança. Nos filmes, não interessa que a luta pareça “real”, como as trocas de pancadas secas entre Tyler e Jack no porão de um bar sujo, ou que seja surrealisticamente incrível, como os duelos entre Neo e Smith, cortando o ar dentro de uma tempestade apocalíptica. Pode até ser algo entre esses dois extremos, mas deve ter ritmo, deve imitar o combate, não só em sua violência encarniçada, que pode até ser dispensada, mas em sua essência, em sua música e em sua dança.


Na batalha de break, como a promovida entre os eventos do VIVADANÇA Festival Internacional, o concurso consiste em um combate entre dançarinos, street dancers, street fighters. Nos saltos, no foot work e nos olhares, os corpos cortam o ar e os espíritos se golpeiam em um bom e agradável combate, justo e necessário. Os espectadores juntam-se, aglomeram-se. À frente, ao redor, por cima, penduram-se nos corrimões com as pernas suspensas e o teatro converte-se em um ringue, uma rinha, um fight club à la thunderdome, onde o combatente luta por si e por outros, se descobre ao estudar e entender o oponente que, não raro, não é simplesmente um outro nem é realmente um inimigo, mas seu reflexo e seu oposto.


A perceptível influência da capoeira nos movimentos do breakdancing brasileiro torna ainda mais coerente o título Batalha de Breakdance e ainda mais explícita e natural essa perspectiva da luta como uma dança, da dança como uma luta. Há toda uma bravura e graça no break brasileiro, o feeling de um combate violentamente pacífico. Leve, veloz e preciso como um beija-flor, estrondoso, forte e impactante como um tiro de escopeta, cheio de molejo e de ousadia. Nosso break é uma mistura agradável, inevitável e infalível. Objetivo e subjetivo, sugestivo e inventivo, coisa de baiano, coisa de brasileiro.


Samuel Galvão é estudante do 4º semestre do Curso de Letras com habilitação em Português e Inglês da UNIME – Lauro de Freitas. Participa em desenvolvimento independente de jogos para computador e desenvolve programas para inclusão digital dentro da faculdade em que estuda. Parte de sua produção pode ser encontrada no blog Letra Digital, www.samuelgalvao.wordpress.com