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Mesa redonda discute políticas culturais no dia da Dança

28 de abril de 2010

do Blog do Vila

Diante de toda a celebração à arte de dançar proporcionada pelo VIVADANÇA neste mês de abril, um momento de reflexão sobre as políticas de incentivo a essa arte no País torna-se mais que oportuno na última semana do Festival.

Assim, no dia 29, Dia Mundial da Dança, a partir das 17h, será realizada uma mesa-redonda aberta ao público, promovida pelo VIVADANÇA em parceria com a Funceb ― Fundação Cultural do Estado da Bahia. Já estão confirmadas as presenças de Marcelo Bones, diretor de Artes Cênicas da Funarte ― órgão de fomento às artes ligado ao Ministério da Cultura ―, Alexandre Molina, diretor do departamento de Dança da Funceb, e Cristina Castro, diretora do Núcleo Viladança, responsável pelo Festival Internacional VIVADANÇA.



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Butoh em Minh’alma – por Ney Wendell

A passagem de Tadashi Endo por Salvador, neste abril, foi uma das que trouxe maior expectativa dentro e fora do VIVADANÇA. De cá, a equipe do festival (que conhecia um pouco da obra do mestre) esperava para ver e se perguntava sobre qual seria a reação do público baiano diante de uma linguagem tão diferente do que geralmente se vê por aqui.

A resposta foi poderosa: platéia absolutamente lotada nos dois dias, público em pé em cada rincão do teatro e quase a mesma quantidade de pessoas na fila de espera da bilheteria. Se houvesse mil lugares, todos estariam ocupados.

Uma grande quantidade de pessoas se emocionou com a dança de Tadashi, que parece – e só parece – distante de nós. Um deles foi o teatrólogo Ney Wendell, que no dia seguinte à apresentação MA enviou este belo comentário ao site:

Hoje vivi um mergulho uterino no sublime ritual – íntimo – da dança Butoh.

Um palco ficou nu como sagrado expor da pele pelo avesso, em que, a alma derramada, lavou-me como público entregue ao implodir por segundo de cada emoção. Vi-me marionete em corpo e alma, levado por cada torcer de dedo, abdômen dançante, rosto em transfigurações, movendo-me num bálsamo de emoções desconhecidas.

Um palco cheio de vida exprimida no corpo revirado em camadas por gestos, texturas, sons internos e olhar, que me arrancava, em estado cru para vibrar sentidos cena por cena. O olho não curvava. O corpo em atento ressoar e mente sem muito narrar, faziam-me espaço no sagrado dançar, numa cênica que é mãe ancestral de nosso atuar, mãe que faz do palco círculo da alma aberta, entregue no curvar-se para o público que se inundava de sentir.

Hoje, na história da pele cênica do dançarino japonês Tadashi Endo, no quadrante múltiplo do Vila Velha, aprendi o lugar sagrado da memória oriental, fazendo-me entender os poderes da estética visceral e encantante  que fizeram os encenadores e coreógrafos, nestes últimos séculos, curvarem-se para respirar a essência do sagrado Butoh.

Pude em cada atitude-ato-cena, fazer-me surpreendido no desvirginar-se do mais antigo descortinar cênico do oriente-japão, anelando-me numa nova escuta revista na minha área teatral, partindo por Peter Brook e por ele saber o nascedouro da essência mínima; Barba e o reconhecer do ator-dançarino-alma no íntegro da multiplicidade do interpretar; Grotowski e o esvaziar para deixar-se um/mil na exaustão do ator-santo; Bob Wilson e a grandeza da imagem sagradamente detalhada.

No mesmo instante, via e escutava palavras – bem dentro – de encenadores que souberam beber desta sede de vida, expressa na minúcia enérgica do dançarino, falando pela célula, pelo átomo, pelo elétron, que nos atravessava numa simbiose de vibração visceral.

Sim! Fiquei vazio. Entendi-me como público que pode ser atravessado e arrancado para um estado cru e lúcido, lambuzar-me na alma de personificações em movimentos e ter consciência que eu-corpo-público estou num rito cênico com eu-corpo-dançarino.

Hoje, a arena da vida trouxe-me a presentificação do que é viver o Butoh. Ficam as células abertas para recontar-me a cada dia o que se fez de mim nestes minutos, nesta permissão dançante que finca na alma um transformar ao vivo.

Ao Viva Dança Festival, um Viva em aplausos por estas aberturas da diversidade e oportunas experiências para os fazedores artistas conectarem-se com aprendizados novos, na fruição das diferenças e das histórias em Dança daqui, acolá e mais distante, bem próximos.

Ney Wendell
Diretor Teatral



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Aplausos de pé

do Blog do Vila

A Sala principal do Vila estava lotada e, apesar disso, em um silêncio raro. O responsável pela façanha, o coreógrafo japonês Tadashi Endo, entrou em um palco sem cenário, arrastando apenas uma cadeira – dessas que temos no Cabaré. Apesar de toda a (aparente) simplicidade dos gestos, a platéia parecia nem respirar enquanto o bailarino, um dos maiores divulgadores da dança Butoh no ocidente, apresentava sua homenagem à dançarina alemã Pina Bausch, falecida em junho passado. No solo Ikiru, os gestos delicados, típicos da tradicional arte oriental, dividiam o espaço com citações à obra de Bausch, como Caffe Müller, (que aparece no início do filme Fale com Ela, de Almodóvar, lembra?).

Em sua passagem por Salvador para o VIVADANÇA, Tadashi participou ainda de uma conversa sobre dança Butoh no Ciranda Café e Cultura, apresentou duas coreografias – Butoh-Ma e Ikiru – e acompanhou a exibição de Hanami – Cerejeiras em flor, falando com a platéia por meia hora logo depois da exibição.

Os gritos de “Bravo!” talvez não tenham dado conta do encanto que a tradicional arte japonesa proporcionou ao público baiano. Na noite de sábado, ao receber um buquê de flores da organização do VIVADANÇA depois da apresentação de Butoh-Ma, Endo ajoelhou-se diante do público que o aplaudia de pé. Em japonês ou português, a emoção proporcionada pela arte segue sendo o idioma universal.



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Palavra de Mestre

do Blog do Vila

“Dizem que eu faço dança contemporânea, mas eu não sei o que é isso. Contemporaneidade pra mim é tudo o que está acontecendo hoje”. Foi com essas palavras que Mestre King saudou o público que lotou a sala principal do Vila Velha nesta noite de terça-feira (27 de abril) para conferir Opaxorô – o nome do cajado de Oxalá, que dá nome à coreografia do Grupo Gênesis.

O grupo trouxe ao palco as cores, os ritmos e os símbolos dos deuses do candomblé africano. Em sua fala ao público logo depois da apresentação, ele destacou o que considera pontos importantes do seu trabalho,como o cuidado em não fazer uma mera reprodução das danças rituais dos orixás, mas sim uma interpretação de sua “energia”.

“O que é dança afro?”, provocou o coreógrafo, que é famoso pela divulgação da arte dentro e fora do país. “Não fui eu que dei esse nome”. Deu uma aula de que todos os corpos podem dançar. “Quando a gente começa, quer colocar a perna lá em cima, quer se esticar todo. Com o tempo, vê que vai até onde o corpo pode”. Palavras de mestre.



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Mestre King apresenta espetáculo amanhã

26 de abril de 2010

Opaxorô, apetrecho da cultura africana em forma de cajado, que é muito utilizado no culto a orixás, ganha sentido especial quando atribuído ao primeiro homem a fazer uma escola de dança na América Latina. Ele, que não podia ter um título menos poderoso (Mestre King), nasceu Raimundo Bispo dos Santos e é um dos primeiros professores da dança do Brasil e uma das maiores autoridade em  tradições da música e dança afro-brasileiras.

Mantido com recursos próprios, o seu grupo de dança Gênesis tem na sua essência a dança africana. E é o que será mostrado em “Opaxorô”, que significa o adorno ou ferramenta de Oxalá, onde se encontra todo o mistério ou fundamento do Candomblé. Dentro de uma perspectiva contemporânea, o espetáculo tem como tema o religioso e o profano, reverenciando os orixás como Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, e Iansã e Oxalá.



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Você ainda pode ver o Mestre Tadashi Endo!

Os emocionantes MA e Ikiru, espetáculos em cartaz no VIVADANÇA no último fim de semana, tiveram lotação absoluta e enormes filas de espera. Mas o evento de terça-feira (27), que encerra a passagem do Mestre Tadashi Endo pelo VIVADANÇA, ainda tem ingressos para quem quiser ver!

A partir de hoje (26), às 13h, e até a hora da exibição, estão à venda ingressos para a Sessão Especial do filme Hanami – Cerejeiras em Flor na bilheteria do Espaço Unibanco – Cine Glauber Rocha (na Praça Castro Alves). Mais informações no telefone do espaço - 3011-4706.

Vale lembrar que a promoção Vai e Volta está valendo! Quem apresentar o canhoto de um espetáculo apresentado no VIVADANÇA paga meia entrada no cinema – e vice versa. Os ingressos, assim como toda a programação paga do festival custam R$ 10 (inteira).

Após a sessão, Tadashi participa de um bate-papo com público – a conversa será em inglês, com tradução simultânea de Paula Carneiro.  A sala 1, onde será exibido Hanami, tem 196 lugares.



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Infanto-juvenil ‘Dança em Quadrinhos’ ganha três sessões no palco do Vila

 Único espetáculo infanto-juvenil da grade do VIVADANÇA, o ‘Dança em Quadrinhos’, do coreógrafo Leandro de Oliveira, terá três sessões nos dias 29 e 30 de abril. A montagem, que foi vencedora do Prêmio Funarte 2009, será vista exclusivamente por estudantes de escolas públicas e integrantes de projetos sociais, como parte do Projeto de Formação de Plateia do Núcleo Viladança.

Os heróis Salina, Amperina, Okan, Flamejante, Crono e Nectarina, inspirados nos mitos africanos, são os integrantes do espetáculo. Para Leandro de Oliveira, a proposta é tornar os heróis mais próximos do público baiano, a partir das matrizes culturais locais. “Percebemos que a maioria dos super-heróis é inspirada na mitologia grega. Pensamos em fazer heróis mais próximos da nossa realidade e em como nos inspirar nessas diversidades da cultura para criá-los”, explica ele, que idealizou o projeto em parceria com o quadrinista baiano Daniel César.

O projeto conta também com a exposição Sketchbook, que ficará exposta no foyer do teatro até o dia 6 de maio. São imagens assinadas por Daniel César, que retratam o processo de construção e elaboração dos super-heróis. Para o quadrinista, a ilustração é tão significativa quanto as movimentações coreográficas em cena. “Ela representa 50% do trabalho. É mais uma etapa do processo, que também exige estudo e elaboração”, esclarece. As linguagens da dança e do desenho em quadrinhos, juntas, são utilizadas para reafirmar a identidade local.

Na opinião dos idealizadores, o trabalho possui referências da cultura baiana que contribuem com a formação da criança e do adolescente. O universo lúdico continua, após as sessões do espetáculo, com as Oficinas de Pintura. Nelas, os espectadores mirins podem escolher seus personagens preferidos e colori-los.



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IMPROVILAÇÃO no Dia da Dança!

Nada mais apropriado do que trazer um jazzista americano para uma jam session – ainda que essa jam seja de dança! Graham Haynes, grande trumpetista e compositor de jazz contemporâneo, é um dos convidados do Improvilação, que acontece na noite de 29 de abril (não por acaso, Dia Internacional da Dança), no Palco Principal. Filho do famoso baterista Roy Haynes, Graham tocou com Cassandra Wilson, Vernon Reid, The Roots, David Murray, entre outros famosos, e veio a Salvador especialmente para participar do VIVADANÇA.

E parece que o Improvilação escolheu o grupo perfeito para compor a grande noite do dia ao lado do músico nova-iorquino. “Aqui vale fazer barulho com tudo: música, prosa, poesia, literatura, cinema, teatro, conversas, risos, espirros, roncos e o que mais a improvisação nos sugerir”. Essa é a descrição do Coletivo Muito Barulho Por Nada, que trabalha o conceito do pop na medida mais fundamental da palavra. Pra eles, poesia deve ser pop – assim como o são a música e o cinema – desde que não perca a sutileza e a profundidade.

Todos eles se apresentarão ao lado de dançarinos coordenados pelo coreógrafo Leandro de Oliveira. Mas tudo não passa de um grande convite para que você e quem quiser venha participar dessa mostra em conjunto!



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Gabriel Guerra vence o Concurso de Fotografia VIVADANÇA!

23 de abril de 2010

O grande vencedor do Concurso de Fotografia VIVADANÇA é Gabriel Guerra, com esta foto que dispensa comentários:

A modelo sorridente é a bailarina Mariana Gottschalk.

O Concurso de Fotografia VIVADANÇA recebeu imagens sobre o tema “Viva a dança”. O vencedor terá a imagem escolhida estampada nos 5 mil postais comemorativos do Festival Internacional VIVADANÇA Ano 4, que circulam em Salvador no mês de maio.



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Ilustres confirmam presença na programação de Tadashi Endo!

O cônsul geral do Japão, Toshio Watanabe, desembarca em Salvador nesta sexta-feira (23) especialmente para ver a apresentação do dançarino japonês Tadashi Endo no Festival VIVADANÇA. Ele vai assistir ao espetáculo MA neste sábado (24), no Teatro Vila Velha, e deve participar de outras atividades da agenda do coreógrafo. O cônsul honorário do Japão na Bahia, Dr. Odecil Costa Oliveira, e o secretário da Cultura do Estado, Márcio Meirelles, também confirmaram presença no evento.

Outras presenças ilustres confirmadas para a a programação de Tadashi Endo incluem o Cônsul Honorário da Hungria, Geza Urmenyi, e o da República Theca, Geza Laszlo Urmenyi; o presidente da Associação Cultural Nippo-Brasileira de Salvador (Anisa), Sr. Roberto Mizushima; o diretor do Espaço Unibanco de Cinema, Sr. Cláudio Marques, e Leonel Brum, coordenador de Dança da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no Rio de Janeiro.

Maior divulgador da dança Butoh em todo o Ocidente, Tadashi apresentará duas coreografias distintas no palco do Vila – MA, no sábado, e Ikiru, em homenagem à dançarina Pina Bausch, no domingo. Além dos espetáculos, o dançarino participará de um encontro com o público (nesta sexta,às 19h no Ciranda Café do Rio Vermelho) e da exibição especial do filme no qual atua e assina a coreografia, Hanami – Cerejeiras em Flor, dia 27, no Espaço Unibanco – Cine Glauber Rocha.



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