O blog do Vila é o canal do Teatro Vila Velha. Nossa conexão sem censura para o mundo. Entra no ar o que queremos jogar no ar. É o espaço mais autenticamente nosso e completamente nosso que temos. Mais que o site. Só perde mesmo para o palco.
Este espaço, assim como nossa casa, é aberto às mais diversas formas de manifestação e expressão. Todas as colaborações serão benvindas. Todos os assuntos nos interessam. Este é um blog de teatro, dança, arte, tanto quanto é um blog de todas as coisas, já que a arte faz interseção com tudo.
É indispensável a sua participação, oferecendo links, comentários, textos, ou o que vier. Chegue junto, que a casa é nossa.
Os comentários podem ser feitos no link de comentários depois de cada postagem e demais interações podem ser enviadas para o Núcleo de Comunicação do Vila.
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Cultura, Lazer e Informação |
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2005-08-31
TOMALADACÁ Domingo passado, às 10h, os grupos Beje eró (do Ogunjá), Jovens do Amanhã (de Canabrava), Os Teatrais (do Colégio Manoel Novais) e Trapos e Cia. (da Ribeira) se apresentaram aqui no Vila para mais de 60 pessoas. Era o segundo encontro do projeto Tomaladacá, que vem trazendo grupos comunitários de teatro e dança para assistir aos espetáculos do Vila e gerar com eles um intercâmbio artístico. A Sala 2 ficou pequena para tamanha receptvidade! Como convidados, estiveram presentes ainda o pessoal do NACRE (do Eng. Velho de Brotas) e do Corppus (de Tancredo Neves). Em suas performances teatrais, cada grupo trouxe ao palco um pouco do contexto em que vive sua comunidade, tomando isso como base para algumas reflexões de teor crítico social. O grupo do Colégio Manoel Novais, por exemplo, mostrou um trabalho a respeito dos impostos que pagamos sobre as mercadorias. Elogiado pela qualidade da apresentação, o grupo levará a encenação para a Bienal do Livro, no próximo dia 06. Além disso, por encomenda da Secretaria da Fazenda, o grupo se apresentará também para jovens de outras escolas e comunidades. Os grupos que participaram do encontro ressaltaram a importância de aprender assistindo aos espetáculos teatrais, atualmente, a principal frente de ação do projeto Tomaladacá, uma iniciativa do Vila que vem sendo possibilitada com o apoio de seus patrocinadores - Vivo, Chesf, Petrobras e Fundação Cultural do Estado da Bahia. Logo mais, os organizadores do Tomaladacá terão um encontro com Gedalva da Paz, da Secretaria Municipal de Educação, visando fazer um mapeamento para detectar grupos de teatro amador em escolas e comunidades, para que eles também possam ser integrados e beneficiados pelo projeto. No momento, a organização do Tomaladacá está fazendo um esforço para ampliar o projeto e retomar atividades que existiam no seu primeiro formato, como mostras e oficinas. Por isso a preocupação em procurar os grupos e fazer um reconhecimento de seu trabalho. Se você tem um grupo e quer chegar junto, mande um e-mail para nós ou entre em contato pelo telefonte 3336-1384.
2005-08-30
MANIFESTAÇÕES PELA VERBA DO MINC Prezados colegas, Acabamos de fazer uma reunião de avaliação da mobilização do dia 10 último em SP e da coleta de assinaturas e todo o nosso esforço para descontingenciar o orçamento, etc, etc. Na semana passada conseguimos os seguintes dados: O orçamento do MINC para 2005 é de 470 milhões. Até agora só 220 milhões foram liberados. O Governo Federal liberou recentemente 1 bi para todos os ministérios, mas para o MINC vieram só 30 milhões e estes NÃO SERÃO UTILIZADOS PARA OS NOSSOS ESPERADOS EDITAIS. Ainda não há perspectiva de sermos contemplados, portanto vamos à luta. Pela nossa reunião decidimos: - criar a médio prazo um conselho de entidades paulistas para estudar melhor a realidade cultural e tirar conceitos mais embasados com vistas a uma política cultural avançada. - continuar a luta pela liberação de recursos para a execução dos editais de teatro, dança, circo, cultura popular e também de outras áreas, através da contínua captação de assinaturas do já conhecido abaixo-assinado. - aumentar e MUITO o número de entidades que apóiem o abaixo-assinado por todo o Brasil para: IR A BRASÍLIA EM CARAVANA COM FAMOSOS E PRINCIPALMENTE NÓS - OS CARREgADORES DE PIANO -, NO FINAL DE SETEMBRO e CONSEGUIR AUDiÊNCIA COM A MINiSTRA DILMA, PALOCCI, VISITAR O CONGRESSO, ETC, ETC.
Podemos aproveitar os encontros da Câmara, que vão acontecer nos dias 19, 20 e 21 para fazer a organização final da caravana à Brasília.
Também é muito importante recolhermos todo o material de imprensa, de jornais a televisões, sobre a nossa manifestação, para fazermos um grande e único clipping. A nossa assessora de imprensa pode coordenar isto. O Bernardes pode dar notícias do número de assinaturas. Aqui em SP, além do que já enviamos temos mais 5.000 assinaturas até agora.
Manifestem-se por favor e abraços a todos. Ney Piacentini Cooperativa Paulista de Teatro
2005-08-29
A Outra volta de viagemArlequim foi a Valença pelo Circulação Cultural da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Foi legal. Infelizmente, os possuidores de câmera digital não levaram as câmeras, então ficamos sem fotos nossas para agora. O dono do restaurante que frequentamos enquanto estivemos por lá, o Cabral, bateu algumas fotos da mesa cheia. Deu tudo certo, foi massa. Os pequenos transtornos foram contornados na medida do possível e o saldo foi positivo. O público de Valença é muito divertido, uma esculhambação só. A comida foi boa, a viagem divertida, o workshop foi divertido, o hotel... Bem... O hotel. No hotel a gente não volta nunca mais, mas isso não abalou os humores significativamente. Foi a primeira viagem da companhia, a estréia dos "refletores de viagem" do Vila, a prova de fogo do cenário depois de reformado... Mil coisas. Agora é ensaiar mais um pouco e pra deixar Arlequim tinindo para a próxima temporada que começa dia 23 de Setembro. Camilo Fróes
3 x Novos Novos PIRULITO, CATAVENTO E TEATRO PARA CRIANÇAS
Primeiro, mais uma bela apresentação de Imagina só... Aventura do Fazer. Depois, o lançamento do primeiro livro da Cia. Novos Novos, com direito a uma performance criada pelos próprios atores da Companhia. Foi no final da tarde de ontem, aqui no Cabaré, com um verdadeiro banquete de guloseimas para a criançada.
2005-08-26
Letras do Teatro Infanto-juvenil
 Imagina Só...Aventura do Fazer
Domingo, a Cia. Novos Novos, dirigida por Débora Landim, realiza o lançamento do livro que conta a sua história. Escrito pelo jornalista Edson Rodrigues, que assina também o texto de todos os trabalhos da companhia, o livro traz o registro dos espetáculos Imagina só... Aventura do Fazer, Mundo Novo Mundo e Alices e Camaleões, encenados pelos Novos Novos nestes 5 anos de história.  Mundo Novo Mundo
O livro tem mais do que os textos das peças. Traz também fotos das montagens, indicações do material que foi usado na pesquisa de concepção dos espetáculos e outras indicações que auxiliam a compreensão do contexto em que foram criados e como é o processo criativo do grupo. A compilação mostra ainda uma breve cronologia do teatro infantil no Teatro Vila Velha, resgatando espetáculos que passaram por aqui nesses 41 anos, até chegar a ter a Cia. Novos Novos entre seus grupos residentes.  Alices e Camaleões
O marco dos 5 anos da Novos Novos chega com grandes realizações, como o projeto Vila Novos Novos, que conseguiu patrocínio da COELBA para oferecer oficinas gratuitas para 40 crianças de escolas públicas e agora está possibilitando a reapresentação do repertório do grupo, além do registro de seu trabalho em livro e cd. É isso aí. Parabéns, Novos Novos! Fotos: Márcio Lima
2005-08-25
Caminhos da Arte Estudantes de escolas públicas estão lotando a nossa platéia Desde a semana passada, um grande número de estudantes de escolas públicas municipais têm vindo ao Vila para assistir ao musical Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, nas apresentações viabilizadas pela parceria entre a Cia. Viladança e a Secretaria Municipal de Educação (SMEC), coordenada por Olívia Santana. Muitas dessas crianças estão vindo pela primeira vez a um teatro e essa descoberta ocorre graças ao encontro entre dois projetos de cunho educativo: a proposta de formação de platéia do Viladança e os Caminhos da Arte, iniciativa da Prefeitura de Salvador. Público ligado nos mínimos detalhes em cena Mais do que levar crianças para assistir a um espetáculo, a idéia do Viladança e da SMEC é proporcionar uma sensibilização artística nos jovens, que passa pelo bate-papo que ocorre ao final das apresentações. Nesse momento, os dançarinos da companhia respondem aos questionamentos levantados pela platéia, sempre muito curiosa sobre a vida dos artistas e os bastidores da montagem.
Contato com o público infantil - informação e cuidado A diretora do Viladança, Cristina Castro, e seu elenco estão em clima de grande alegria pelo contato próximo com uma platéia tão especial. Apesar da estafante maratona de apresentações (são pelo menos duas por dia, três vezes por semana e ainda tem a temporada de ULISSES em cartaz nos finais de semana), o grupo concorda que a energia que vem das crianças tem sido um grande reforço do ritmo em cena.
Crianças esperam a vez para assistir ao espetáculo e trocar uma idéia com o elenco Ao final de cada apresentação, os dançarinos são tratados pelos pequenos como verdadeiras estrelas, com direito a autógrafo, beijos, abraços e apertos de mão. O carinho é mútuo e é fácil perceber essa felicidade compartilhada.
 Bastidores - Léo se prepara para virar o Zé
2005-08-24
Debate em cena

No último domingo, alunos das Faculdades Jorge Amado lotaram a nossa platéia para assistir ao espetáculo José ULISSES da Silva. A apresentação foi seguida de um debate sobre a montagem, com direito à interpretação, junto com a diretora Cristina Castro, das metáforas colocadas no palco. Houve espaço ainda para questões sobre a produção cultural na Bahia. O encontro aconteceu graças ao projeto VilaJorge, uma parceria entre o Vila e a FJA.
2005-08-23
Vila de muitas linguagensteatro popular
| teatro europeu
| dança contemporânea
| teatro infanto-juvenil
|
música cênica
 | teatro multimídia
 |
teatro experimental
Hermanos teatrales Em tempos de 3 & Pronto que ronda a América Latina, vale a pena divulgar o trabalho de nossos vizinhos argentinos: CELCIT - Centro Latinoamericano de Criação e Investigação Teatral. Eis um belo portal do teatro iberoamericano, com notícias, cursos, publicações, espetáculos... Lá você acha de um tudo, com bonitas imagens (como essa ao lado) e uma boa organização. É possível também encontrar textos de diversos autores - foi de lá, por exemplo, que Vinício de Oliveira Oliveira tirou o material que usará no seu 3 & Pronto, em novembro. Visite: http://www.celcit.org.ar
2005-08-17
Artigo indefinidoQuem lida diretamente (e diariamente) com os nomes das coisas aqui no Vila já conhece o problema de perto. Quer dizer, não é bem um problema... Mas não deixa de ser um dado curioso a constante atrapalhação com os artigos (o, a, os, as, etc...) nos títulos dos espetáculos e grupos residentes. A começar pelo nome do teatro. Teatro Vila Velha, carinhosamente chamado de Vila. O Vila. Porque é UM teatro. É estranho, mas fácil de entender. E O Viladança, que é UMA companhia de dança contemporânea? Começou a complicar. Temos também OS Novos Novos, que são UMA companhia de teatro infanto-juvenil... Passemos agora aos títulos. Do Bando de Teatro Olodum, o espetáculo chama-se Essa é nossa praia ou Essa é A nossa praia? Errou quem disse que tem o artigo, porque não tem. Dos Novos Novos, estréia nesse final de semana Imagina só... Aventura do Fazer e não ... A ou UMA Aventura, como a gente costuma pensar. Também não é Alices e OS Camaleões o nome do último espetáculo desse grupo . Em outubro Gordo Neto dirige O Rerembelde. Aliás: é só Rerembelde, sem "o" na frente. E até hoje, com o espetáculo entrando em sua quarta temporada em setembro, tem gente que pensa que é Arlequim - O servidor de dois patrões... E só pra lembrar: os shows que estão rolando nas quintas-feiras são Confraria, assim mesmo, sem o tal do A para fazer cerimônia.
2005-08-16
fotos atrasadasHouve um cortejo cênico. Em defesa da escola de teatro da UFBa e por 2% do orçamento da união para o ministério da cultura, que atualmente se vira com 0,34%.
Temos fotos. Atrasamos de publicar. Antes tarde do que nunca.
2005-08-15
FRASE
No DIGAÍ, nossa pesquisa interna sobre o teatro e espetáculos, uma das respostas a 'o que te motiva a vir ao vila?' foi: "O Vila tem cara de gente popular" E em outra pesquisa: "O Vila está bem melhor que no ano passado" Continuamos trabalhando. Obrigado, obrigado, obrigado.
Traillers Musicais do Vila
Ontem à noite, uma estranha performance cênico-musical tomou conta do foyer do Vila antes do início da apresentação de José ULISSES da Silva. De repente, em meio ao público, eis que surge um sujeito tocando fagote. Entre os presentes, um brado: "MAN!". Vozes em vários timbres, instrumentos de sopro - aos poucos, os músicos foram se revelando misturados ao público. Começava assim a primeira aparição do Unidade de, grupo de músicos-compositores-intérpretes, que apresentará o que chamam de 'traillers' musicais antes dos espetáculos do Vila. No mês que vem, o grupo faz sua estréia oficial, no Concerto 11 de setembro. Até lá, eles farão intervenções com peças curtas de 5 a 10 minutos, antes de alguns dos nossos espetáculos. Inspirado em ULISSES, o Unidade de criou a "instalação musical" intitulada Mandala que mostrou aqui no último domingo. Os caras viajaram na idéia de uma mandala, a partir do cenário circular e do movimento cíclico do espetáculo e sua interseção entre as diversas linguagens. Assim, criaram a sua própria mandala, com camadas de voz e instrumentos de sopro, visualmente configurada no formato em círculo em que ocuparam o foyer. Dentro deste círculo, os esbarrões e obstáculos urbanos que são tema da montagem. Ao fim da apresentação, o Unidade de pede que "Me deixe passar, ULISSES!" 
Antes que a performance dos meninos (meninos sim, porque a idade do pessoal está em torno dos 20) começasse, já rolava uma certa expectativa por parte de quem sabia o que iria acontecer. O compositor e "confrade" Jarbas Bittencourt, por exemplo, parecia uma criança a guardar um segredo, cheio de sorrisos inquietos. Confessava que se sentia à beira do acontecimento de um ataque terrorista. 
E para Gilmário, um dos membros da Unidade de, a idéia era essa mesmo: atacar de surpresa. E assim foi. Além dele, participaram também Aaron Lopes (flauta transversal), Diogo Duarte (coro), Guilherme Gentil (oboé), Marcos di Silva (coro), Maurício Ribeiro (flauta de bambu), Moisés Oliveira (flauta doce), Rodrigo Garcia (coro e regência), Túlio Augusto (coro), Wruahy Mcmilliam (fagote). As próximas intervenções ainda não têm previsão ou data marcada. Será um outro evento súbito. Para ver, é só aparecer.
FRAGMENTOS DE POESIA URBANA, INSÓLITA E MODERNAUlisses e Cristina Castro (DANÇANDO!) juntos no Vilatexto: Marcelo Benigno / fotos: Juliana Protásio
A Cia Viladança reestreou o espetáculo José ULISSES da Silva na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2005, no Teatro Vila Velha, em Salvador. A reestréia tinha um gostinho a mais, pois a coreógrafa e coordenadora do grupo, Cristina Castro, estaria em cena dançando com a sua companhia, após um tempo só coreografando seus espetáculos. Não é preciso falar da força e beleza de Cristina em cena, que já esbanjava talento desde os tempos do Balé do TCA, do qual foi bailarina. De lá para cá, os caminhos mudaram e já fazem sete anos de muitas conquistas, trabalho e contribuição da CiaViladança para a dança contemporânea na Bahia.  ULISSES, se me permitem a intimidade, estreou no dia 12 de julho de 2002, no teatro Vila Velha, e se resume, ainda hoje, em muito mais que insólito, num conjunto harmonioso de aspectos positivos que compõem toda esta montagem. Cristina consegue como coreógrafa, e agora como intérprete (criador X criatura), causar aquela sensação de bem estar na platéia. Muitos, como eu, ao sair do teatro, ficam inspirados e começam logo a reacreditar na vida, na poesia e em valores e sentimentos tão antigos e esquecidos por nós, sufocados pela massificação na nossa selva ou arena reais.  Em cena está toda a companhia, com a formação atual, com exceção do estreante João Rafael e da bailarina Maitê Soares, que já foi do Viladança e retorna para dançar ULISSES. O espetáculo impressiona pela pesquisa de movimento e dramaturgia, que aliada a várias seqüências viscerais de movimentos rápidos, sugere uma luta coreografada, estressante e repetitiva, reflexo dos nossos dias modernos, com suas relações rápidas e descartáveis construídas pela globalização da nossa sobrevivência, do abraço sem ternura ao consumismo exagerado, do mau humor constante e mordaz ao cotidiano mecânico e frio, do sexo rápido e decorado às lutas nossas de cada dia, que nos leva a labirintos, espirais confusos, estradas erradas, pausas fugidias de consciência... ou a andar em círculos em busca de soluções e saídas desse ciclo vicioso que renova, ou não, diariamente.  Castro coloca em cena personagens que refletem o (in)consciente coletivo e suas relações de poder nos lembram Foucault, com figuras e personagens símbolos das nossas ideologias como o executivo capitalista que tudo quer, interpretado por Jairson Bispo, em excelente forma; o operário destemido, porém acuado de Rafael Neto; o andarilho urbano interpretado pelo ator-dançarino Danillo Brachi ganha uma construção contundente e divertida, ao vigor e impetuosidade de Sérgio Diaz e Bárbara Barbará, que diga-se de passagem, ela está com visual e cabelos arrojados, dignos de sua personagem. A doçura de Leandro Oliveira brinca com a força de Janahina Santos e Maitê Soares, que somadas a maturidade de Cristina, completam o ciclo de sentimentos aflorados em várias relações sugeridas e/ou desenvolvidas na trama apresentada. Este trabalho é feito para bailarinos intérpretes, pois a maturidade cênica vem não só da perfeita execução dos movimentos, mas do clima vivido por cada história das personagens-pessoas-arquétipos que os bailarinos interpretam e dançam ou vice-e-versa, em cada seqüência. Outro detalhe interessante é uso do vídeo em cena, que é preciso e necessário, sem as afetações daqueles espetáculos que só utilizam este recurso "para encher lingüiça" ou para adquirem conceito de pós-modernos e tecnológicos. Em alguns momentos ele chega a representar, para os mais intelectualizados, um alter-ego da coreógrafa que nos guia por esta história com seus pingos de poesia urbana. Será isso possível, no meio de tanta correria cotidiana?! 
A luz, concebida por Fábio Espírito Santo, dá várias nuances de interpretação, principalmente quando o público não é mais platéia e sim palco. Pequenos focos são acesos em pontos estratégicos da platéia trazendo para dentro da cena, aos olhos e condução das personagens, as personas reais, que os assistem.Talvez esse seja um dos momentos mais reflexivos do espetáculo quando a coreógrafa "brechtianamente" em silêncio, pergunta para o público: "E você, como se vê diante desse nosso mundo? Já se achou? Ou se perdeu?"Isso ela já sugere, com os espelhos estrategicamente focalizando o público, numas das cenas iniciais, quando os dançarinos estão se vestindo. Somos o reflexo daquilo que queremos ser ou daquilo que os outros querem? Filosofia moderna! Sem mencionar a trilha sonora composta para o espetáculo com a direção de Jarbas Bittencourt (a menina dos olhos musicais e teatrais de Salvador) e Kico Póvoas. Esta trilha inclusive, está reunida em um cd a venda no próprio teatro. Que ficha técnica, hein!! Cristina Castro volta com todo gás e é novo e bonito vê-la em cena! Ela está mais acostumada a se mostrar por detrás das suas obras ou aulas, como a seqüência que fez para a audição do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros deste ano, ainda nesta semana, tirando aplausos calorosos e suspiros de todos os presentes, ilustres e anônimos, com mais um de seus fragmentos de sonhos e devaneios, emergidos de uma artista intrigante e de grande sensibilidade, que a torna, junto com seu guerreiro grupo, num dos grandes nomes atuais da dança no cenário nacional. Que sua fábula moderna continue contagiando a todos, guiando-nos por este labirinto real onde a arte certamente é uma saída. As outras poderão estar em vários lugares, talvez bem mais perto do que se imagina, como diz a voz masculina em off, bem distante, já perto do fim do espetáculo: "A resposta, cara, tá com você, dentro de você!"Não foram exatamente estas as palavras, mas que a mensagem eu ?captei?, isso pode ter certeza que sim! Merda para todos! Uma ótima Temporada!! Marcelo Benigno não é crítico de dança e nem especialista da área, mas é público, e como tal sente, ri, se emociona e se inspira, construindo um diálogo possível e sincero entre a obra de arte e o expectador.
2005-08-10
Vem aí... Uma produção da Cia. dos Comuns - Rio de Janeiro
2005-08-09

Nesta quarta-feira, a tradicional Roda de Choro que acontece aqui no Vila tem uma programação especial de aniversário do projeto que, há 5 anos, vem promovendo deliciosas tardes de encontros com a música brasileira. Além do grupo anfitrião, formado por Elisa Goritzki (flauta), Juvino Alves (clarineta), Dudu Reis (cavaquinho), Gilson Verde (violão 7 cordas), Cacau (pandeiro) e Aloísio Costa (surdo), tocam também os convidados dos grupos Mandaia, Os Ingênuos e Gente do Choro, o duo de violões Jailson Coelho e Carlos Chenaud, e os músicos França, Milton Candeias, Ailton Reiner, Gerson Almeida, José Luiz de Jesus, Jaime Verde, Edson 7 Cordas, a Escola de Choro Cacau do Pandeiro, entre outros. Integrando a programação, acontece também uma pequena homenagem ao grupo Os Ingênuos, que está completando 30 anos. Num dia especial, um palco especial: a apresentação acontecerá na sala principal do Vila, com capacidade para abrigar mais de 200 'chorões'. O horário e o preço do ingresos é que continuam os mesmos: Das 17:00 às 20:00. Preço único promocional: R$ 5,00.
2005-08-08
Projeto VilaJorge - para o alto e avante! Trazemos a público a mensagem do professor Sérgio Rivero sobre o atual andamento da parceria entre o Teatro Vila Velha e as Faculdades Jorge Amado, que já está trazendo benefícios a ambas as instituições, graças à integração entre as práticas acadêmicas e o dia-a-dia de uma verdadeira usina de arte. A todos aqueles que se interessam, têm participado, vão participar, têm interesse em participar de alguma forma do Projeto VilaJorge, gostaria de, antes de mais nada, agradecer pela receptividade sempre estimulante. Depois, colocando-os a par dos feitos... Temos, no momento, a participação efetiva ou em efetivação dos cursos de História, Geografia, Comunicação (Publicidade, Jornalismo e Radio TV), Administração, Design, Sistemas de Informação, Direito, Letras, Produção Cultural (Pós). Além das FJA, também contamos com a participação do Colégio Villa Lobos. Vamos às contribuições... História apresenta o projeto 'Memória do Vila', cujo objetivo é organizar e documentar a história do Teatro Vila Velha desde 1959, a partir de documentos existentes no teatro e da pesquisa em várias instituições baianas; Geografia, no rastro de História, promete uma pesquisa: o diálogo entre a história/memória do Vila e a história da cidade do Salvador; Comunicação participa de várias formas: Jornalismo - professores nos debates do 'Fala Vila'; Publicidade - peças publicitárias - 'vila por espetáculo' - desenvolvidas pelo NUPP (Núcleo de Práticas Publicitárias) e peças publicitárias - o 'vila institucional' - desenvolvidas por várias disciplinas, em vários semestres, de maneira interdisciplinar; Radio TV - iniciativa de alunos, junto com professores, atendendo demandas do Vila (ex: Documentário). É importante ressaltar que vários professores e alunos me têm procurado para participar do projeto de alguma forma; Adminstração está desenvolvendo projeto de gestão e planejamento estratégico, além de aproximar a parceria com o SEBRAE; Design participa através de iniciativa individual dos professores; Sistemas de Informação contribui com o gerenciamento do software livre 'Mambo' para apoiar o projeto 'Memória do Vila' e na capacitação no uso desse instrumento; Direito participa com professores nos debates, além de iniciar uma pesquisa sobre Legislação Cultural; Letras participa com professores nos debates; Produção Cultural participa com seus alunos em produções do Vila que podem sugerir o TCC. ex: Festival de Outubro (dia da criança), Fala Vila e novas produções do teatro para 2006; O Colégio Vila Lobos, além de receber apoio técnico e artístico para a produção de sua peça de teatro anual, pretende criar um intercâmbio maior com o teatro através de seus educadores e alunos em ações que o teatro produza: festival de outubro etc... Destacamos ainda o valor de R$ 5,00 da entrada de qualquer peça em cartaz no Vila para qualquer funcionário e aluno das FJA e Colégio Villa Lobos. Para 2006, o Vila deverá formatar um pacote de oficinas (dramatização, percussão, dança, improvisação...) a serem oferecidas. Pensamos também, passados seis meses do projeto, em realizar um seminário que promova a reflexão sobre o Projeto e as relações entre Educação e Cultura. Confirmado o próximo 'Fala Vila', dentro do projeto VilaJorge, voltado para a peça Processo Marighella, a estrear em 4 de novembro com o Bando de Teatro Olodum. Ele será no dia 6 de setembro, terça-feira, das 19 às 22h, com a participação dos professores José Carlos Peixoto (Jornalismo), Juvenal de Carvalho (História) e Riccardo Cappi (Direito). Bem, é isso. Abraços Sérgio Rivero
quando o Bando sai de férias...NA PRODUÇÃO: Reconhecendo talentos"Como é? Tem alguém precisando de uma estátua-viva? Liga pra Leno!Ele é cara-de-pau e tá precisando da grana"NO CABARÉ:Um momento à baiana Fábio - soneca no cenário de Um momento argentino
deu no jornalUM MOMENTO ARGENTINO Elenco de peso: Chica Carelli, Fábio Espírito Santo, Iara Colina, Ruy Manthur e Vivianne Laert Correio da Bahia - 07/08/2005Palco de manifestação socialpor Giovanna CastroEnfurecida com as notícias de corrupção e a iminência de um colapso econômico e social, a população argentina tomou as ruas, há quatro anos, no episódio que ficou conhecido como panelaço. As violentas manifestações populares servem como pano de fundo para a peça Um momento argentino, que estréia amanhã, às 20h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha (Passeio Público/Campo Grande). Com direção de Gordo Neto e texto do argentino Rafael Spregelburd, o espetáculo fica em cartaz até 23 de agosto, sempre às segundas e terças. Neto, que chega à sua quarta experiência na direção - fez Trilhas do Vila, Almanaque da Lua e Primeiro de abril, com o Vilavox - encena a história de dois casais de ex-militares que se encontram para ver fotos de viagens e uma adolescente que participou diretamente das manifestações. O diretor usa imagens do panelaço (retiradas de um vídeo homônimo, de Carlos Pronzato) para refrescar a memória do público quanto ao impacto dos acontecimentos. Trabalhando no TVV há sete anos como ator, autor e diretor, Gordo admite que sua trajetória sofre influência do diretor veterano Marcio Meirelles, que está à frente da casa. "No Vila, existe uma troca muito grande entre as pessoas, é inevitável. Sou influenciado estética, ética e artisticamente por ele", assume. Um momento argentino é parte do projeto 3 e Pronto (os espetáculos, a princípio, ficam três semanas em cartaz) e conta com Chica Carelli, Rui Mantur, Viviane Laert, Fábio Espírito Santo e Iara Colina no elenco. O ingresso custa R$14 (inteira). A Tarde - 08/08/2005Um momento argentinopor Eduarda Uzêda
Dois casais de ex-militares se encontram em uma sala para assistir à projeção de slides de fotos de uma viagem a Cuba e ao Caribe. No mesmo local, uma adolescente chama a atenção para o que está acontecendo nas ruas de Buenos Aires: o Panelaço (El Cacerolazo), rebelião política da classe média, ocorrida em dezembro de 2001, contra a política econômica argentina. Este é o argumento da peça Um Momento Argentino, que estréia hoje, às 20 horas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, ficando em cartaz todas as segundas e terças-feiras, às 20 horas, até o dia 23. A peça integra o bem-sucedido Projeto 3 & Pronto e traz à cena atores da Companhia Teatro dos Novos do TVV. O texto é do dramaturgo e diretor argentino Rafael Spregelburd (tradução de Ana Rosa Teza) e a direção e a cenografia são de Gordo Neto (1º de Abril/ Almanaque da Lua), que chama a atenção para o caráter contemporâneo da montagem. ?É um texto curto, reflexivo, que mostra o trabalho de um jovem dramaturgo, que tem o reconhecimento da crítica, além de várias premiações. O final é surpreendente?, garante. Gordo Neto acentua, ainda, que se trata de uma farsa que utiliza a metalinguagem, e adianta que incluiu, na encenação, fotos e cenas do documentário O Panelaço - A Rebelião Argentina, do escritor e cineasta Carlos Pronzato. O elenco conta com atores experientes, como Chica Carelli (Auto-Retrato aos 40), Rui Manthur (Braseiro), Iara Colina (Evangelho Segundo Maria), Viviane Laert (1º de Abril) e ? surpresa! ? Fábio Espírito Santo, que, além de assinar o desenho de luz, volta aos palcos como ator depois de 15 anos. O figurino é de Luiz Santana. Vale ressaltar a iniciativa do Vila com o projeto, que, este ano, priorizou a dramaturgia latino-americana e deu espaço a novos diretores, movimentando com criatividade a cena teatral local. A sugerir à Cia., uma maior participação de atores convidados de outros circuitos teatrais. Estréia hoje, 20h; seg e ter, 20h/ Até o dia 23 Cabaré dos Novos do TVV Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público R$ 14 e R$ 7
2005-08-04
o que cabe neste palco - estréiaTem pimenta nessa CARNE CARNE - sextas e sábados, 19h Foto: Camilo Fróes O drama extremado, o conflito de valores e a exposição de "perversões" são alguns dos trunfos colecionados pelo dramaturgo Nelson Rodrigues em sua obra. Apaixonada pelo tom arrebatado dos textos do autor, a diretora Rita Leone bebeu nesta fonte e concebeu um espetáculo que explode em sensualidade para explorar a fundo as tentações e desejos humanos. Carne é um híbrido entre teatro e dança, com elenco formado por atores e dançarinos saídos da Escola de Dança da UFBA e da Cia. Valter Leone. Juntos, eles formam o Armazém de Idéias, uma companhia inspirada pela idéia de fazer uma ?revisão estética? da obra de um dos maiores dramaturgos brasileiros do século XX. Nesta entrevista, a diretora expõe seu processo criativo e as motivações para construir o espetáculo que estréia no Projeto O que Cabe Neste Palco.
"O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca"
N.R. em Bonitinha, mas ordinária Por que Nelson Rodrigues? Em primeiríssimo lugar, por sempre ter sido apaixonada pelas obras dele, e ter "entrado" nesse mundo com o espetáculo "O Beijo no Asfalto", que batizou minha relação com o teatro. Por ser um dramaturgo decisivo na história do teatro nacional, com obras cheias de humanidade, sentimentos comuns e ao mesmo tempo assustadores. E por ser visceral, extremista e exagerado como são as grandes paixões da vida. O espetáculo trabalha várias obras do autor ao mesmo tempo. Quais são elas e por que a escolha?Na verdade, são fragmentos de cenas adaptadas ao teatro-dança que criamos. "A serpente", "Álbum de família", "A mulher sem pecado" e "Dama do lotação" aparecem como pinceladas conectadas por sentimentos comuns entre todas e ligadas pela sexualidade de maneira muito presente. Nelson Rodrigues já foi montado inúmeras vezes, em vários lugares, tem adaptações para o cinema... Qual é o diferencial de Carne neste cenário?Carne, acredito que se diferencia justamente por não contar esta ou aquela história e sim, tratar de sentimentos rodriguianos, do que pode se encontrar em todas as obras de Nelson, como ódio, traição, sexo, hipocrisia...tudo ali, na cara, exposto, misturado. "Quando gosto de uma mulher, preciso insultá-la" N. R. em Mulher sem Pecado Como as obras rodriguianas aparecem nos elementos de dança do espetáculo?Na visceralidade das movimentações, nos excessos, exagero, passionalidade, sensualidade, raiva, e tudo mais que o corpo, a CARNE pode fisicalizar. Apenas dois atores fazem parte do espetáculo. Existe uma diferença entre a função deles e dos dançarinos? Qual seria?
Na verdade durante o processo nos tornamos 04 atores e 02 dançarinos. O espetáculo assumiu-se como TEATRO/DANÇA, no qual existe diferenciação de funções, as duas linguagens estão à serviço da mesma idéia ; vivenciar o universo rodriguiano através dos sentimentos comuns em suas obras. Pelo o que foi dito, o discurso anti-moralista é o principal ponto da montagem. Vocês acreditam que nossa sociedade ainda é moralista? Como o espetáculo rompe com isso?Claro! Vivemos escondendo coisas que todo mundo faz, mas ninguém pode saber. O espetáculo expõe, abre a gaveta, mostra o que estava escondido. Isso se deflagra nos diálogos, nas movimentações e até no nome: CARNE - aquilo que pulsa e sangra mas, fica debaixo da pele. Como foi o processo de preparação do elenco para lidar com temas que ainda são considerados tabus?O elenco vem de sucessivos "Nelsons", o que facilitou o processo de compreensão do autor. Porém, os laboratórios foram essenciais, alguns dolorosos , outros sensuais e invasivos até. As cenas pediam verdade, tivemos que buscar. E a presença de Paulo Cunha na co-direção foi fundamental, ele soube colocar ainda mais pimenta nesta CARNE!
2005-08-03
Tão perto das lendas, tão longe do fimAgosto é um mês todo referendado pela superstição popular. É o mês do folclore, o mês do desgosto, o mês do cachorro louco, o mês mais longo de todos. Pois é, agosto é cheio de lendas... Curiosamente, foi o mesmo mês que as lendas do Teatro Vila Velha escolheram para voltar a cartaz. Lenda nº 1: A ConfrariaLonge dos palcos baianos desde não-se-sabe-quando, a banda jogou para longe a Bazóffia (assim mesmo, com dois F, como mandou a numerologia) e agora apresenta temporada de shows de lançamento de seu cd ao vivo. A estréia é agorinha, dia 4. Venha e leve A Confraria inteira para sua casa! quintas de agosto (20h) Lenda nº 2: Fábio Espírito SantoSegunda-feira estréia o novo 3 & Pronto: Um momento argentino. O texto é de Rafael Spregelburd (Argentina) e a direção de Gordo Neto, que conseguiu a proeza de colocar a nossa segunda lenda de volta ao palco, depois de 15 anos. E a peça? Bem, é uma maluquice só, envolvendo o panelaço, não-fotos de viagens e uma menina-bomba. No elenco, tem ainda Chica Carelli, Rui Manthur, Vivianne Laert e Iara Colina. seg/ter (20h)
Lenda nº 3: Cristina CastroEssa lenda enfrenta o palco a partir do próximo dia 12, quando estréia a nova temporada de José ULISSES da Silva. Escondidinha nos bastidores há 7 anos, dedicando-se às criações e direção do Viladança, agora ela volta como dançarina em meio a essa saga urbana contemporânea. Aguardem! Lenda nº 4: Nelson RodriguesConhecido como ?o anjo pornográfico?, este cara causou polêmica com uma dramaturgia que pintou e bordou com a moral e as perversões da burguesia brasileira. Logo: uma lenda. Também pinta por aqui neste mês, como mote do espetáculo de teatro-dança Carne, estréia do projeto O que Cabe neste Palco. sex/sab (19h) E por falar em lendas...* Este é o último final de semana de Debaixo d?água em cima d?areia, a fábula baiana criada por Vinício de Oliveira Oliveira e sua trupe. Na seqüência, A Outra Companhia de Teatro arruma a bagagem e parte para a cidade de Valença, onde apresenta Arlequim ? Servidor de Dois Patrões, nos dias 27 e 28. sex/sab (21h), dom (20h) * O pessoal do Dimenti também se despede do palco do Vila, com as últimas apresentações de seu infanto-juvenil Chuá. O Lago dos Cisnes e crianças enfaixadas... Superman! sab/dom (17h)
Saudosismo...Tarde dessas, recebi uma ligação. Como tantas outras pessoas, esse rapaz procurava saber qual era a programação do dia. Depois de ouvir sobre o espetáculo e o horário, ele me interpela: - Há um tempo atrás, costumava a ter aí no Vila Velha umas peças... eróticas. Ainda tem alguma?Não, não tem. Desde os anos 80, eu acho. Cheguei a pensar que era uma forma que o cara tinha arrumado para citar que assistiu ao Auto-retrato aos 40 ou leu sobre a história do Vila. - E você sabe me dizer se tem algum teatro que esteja passando? Dava para sentir o desapontamento em sua voz. Juliana Protásio
2005-08-02
Confraria no festivalNesta quarta-feira, a irreverente Confraria (agora não mais 'da Bazóffia'), se apresenta em São Paulo para defender A Moda. A música do baiano Arnaldo de Almeida foi a única do Nordeste classificada para concorrer ao Festival Cultura - A nova Música do Brasil, promovido pela TV Cultura com a idéia de "revelar o perfil da música nacional , que é desconhecido até dos críticos e especialistas". Na seqüência, o grupo volta a Salvador para estrear atemporada de shows de lançamento do seu cd ao vivo, aqui no Vila, a partir desta quinta-feira. + info sobre o festival: http://www.tvcultura.com.br/festivalcultura/
2005-08-01
Vila 41 anosGente que faz essa história 
Aconteceu o Concerto #41 
Concerto de música erudita sempre lembra pompa e circunstância, mas no último domingo, aniversário do Vila, a gente pôde ver que os moldes mudam e a música é ecoa para todos. No clima à vontade do Vila, a orquestra trajava camisetas, camisas, batas coloridas e foi apresentada ao público por um diretor teatral de sandálias havaianas. Marcio Meirelles abriu a noite com um discurso comemorativo, e não podia ser diferente, do alto dos 41 anos de trajetória desta casa, desde seu nascimento, mantida e dirigida por artistas. Em sua fala, Marcio fez questão de agradecer o apoio da PETROBRAS, da Chesf, da VIVO e da Fundação Cultural do Estado da Bahia, que acreditam no trabalho feito aqui e por isso patrocinam a manutenção do Teatro, sem esquecer também dos amigos do Vila, sejam empresas ou pessoas que oferecem uma força para a continuidade deste sonho.
Marcio fez questão de ressaltar que o Concerto #41, com a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia, é um dos primeiros passos de uma iniciativa do Vila direcionada ao intercâmbio com o meio acadêmico. Ele mencionou a parceria com as Faculdades Jorge Amado, já efetivada, e sinalizou que o teatro encontra-se de portas abertas para estudantes e educadores, sejam eles dos cursos de artes, como Teatro, Dança, Artes Plásticas, ou de quaisquer áreas do conhecimento. Mais uma vez, reforçamos o compromisso do Vila com o novo, de antenas ligadas numa sociedade que vive em movimento. Suas palavras foram endossadas pelo diretor da Escola de Música da UFBA, o professor Schwebel, entusiasmado com o espaço que será criado pela cooperação entre as duas instituições.  Orquestra colorida
Na platéia, muitos artistas, 'familiares' e outras pessoas chegadas ao Vila, como o reitor da UFBA Naomar Almeida; a Secretária da Educação Olívia Santana e a atriz Sônia Robatto, uma das fundadoras do nosso teatro.  Marcio Meirelles e Sônia Robatto repartem a alegria desse Sol
Vida longa ao Vila!
Ação Afirmativa Oficina de Estética Corporal
No último sábado, o Bando de Teatro Olodum participou do V Festival de Arte, Cultura e Ciência, promovido pelo Instituto Cultural Beneficente Steve Biko. Durante 4 horas, no Colégio Teixeira de Freitas, um grupo estudantes esteve em contato direto com os atores Érico Brás, Jorge Washington, Merry e Rejane Maia, que fizeram exercícios de voz, dança-afro, expressão e desenvoltura corporal para mostrar um pouco como é que se faz teatro. Com muita descontração e falando uma linguagem que estabeleceu uma ligação direta com os jovens, o grupo falou de técnicas teatrais, sem perder de vista a temática do evento. Assim, os artistas trabalharam sobre temas atuais da população negra como as cotas universitárias, o desemprego e a inclusão social, sem deixar de lado assuntos recorrentes como a discriminação racial. O Bando botou a garotada para suar e expressar suas opiniões e anseios, através da criação de personagens e situações que, no fim, serviram como base para um bate-papo realizado com a turma. Além do workshop do Bando, outras atividades ao longo do final de semana integraram a programação. Confira as fotos abaixo:  Produtos artesanais com estética afro
 Merry, Brás, Rejane e Washington mostraram para a turma que fazer teatro não é moleza
 E os meninos também tiveram oportunidade de fazer sua ceninha
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